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Crítica – Turbo

turbo

Animação pensada para crianças, mas com gracinhas suficientes para divertir também os adultos, “Turbo”, de David Soren, parte de um paradoxo: um protagonista como Téo, um caracol de jardim que se transforma em piloto de automobilismo, na disputada prova das 500 Milhas de Indianápolis.
Nada mais lerdo do que um caracol, certo? Por isso mesmo, Téo (voz de Bruno Garcia na versão brasileira) é obcecado por velocidade. Não se conforma com a rotina diária de sua comunidade, que se limita ao trabalho numa pequena horta de tomates.
Téo passa as noites assistindo a vídeos de corridas de automobilismo, tendo como ídolo o metido campeão francês Guy Champeón — que é a cara do piloto Alain Prost, antigo rival de Ayrton Senna na Fórmula 1.
Chet, o irmão de Téo, é prudente e conservador. Tenta tudo o que pode para tirar a fixação por automobilismo, aparentemente absurda, da cabeça do caçula. Não funciona. Os dois acabam expulsos do jardim, depois de mais um incidente provocado pelo imprudente caracolzinho.
Os dois caem nas ruas da cidade e são capturados por Tito, um dos dois irmãos mexicanos donos de uma taqueria e que é louco por “corridas” de caracóis. Logo Téo e Chet vão conhecer uma turma de lesminhas como eles, só que bem acelerados: Chicote, Descolado, Derrape, Sombra Branca e a garota Brasa (voz de Ísis Valverde).
Apenas quando chega a este novo ambiente e disputa uma “prova”, Téo descobre que tem novos poderes. Ele os adquiriu durante uma escapada noturna, quando entrou num dos veículos que disputavam um racha e foi banhado num combustível aditivado. Por conta disso, o caracolzinho agora “acende” os olhos, como faróis, sintoniza rádios, faz barulhos como um carro e, o que é melhor, corre muito, deixando um rastro brilhante no chão.
Assumindo a identidade de suas fantasias, Turbo vai ser inscrito por Tito nas 500 Milhas de Indianápolis, não sem uma série de atribulações pelo caminho. Mas o regulamento não proíbe caracóis –quem pensaria nisto?– e Turbo vai se defrontar com seu ídolo, Guy, que mostra um lado bem mais competitivo na pista.
Bastante criativo e cheio de humor, o roteiro –assinado por Soren (corroteirista em “O Espanta-Tubarões”), Darren Lemke (corroteirista de “Shrek para Sempre”) e Robert D. Siegel (autor do script do drama “O Lutador”)– mantém o ritmo da animação, desenvolvendo uma turma de coadjuvantes marcantes e diversas sequências bem movimentadas.
Não tem nada de devagar a saga dos caracoizinhos, em que o estúdio Dreamworks parece ter dado uma boa tacada no território dominado pelas produções da Pixar.

 

Créditos: Neusa Barbosa

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Shrek na Calçada da Fama

O filme que encerrou a saga do ogro da Dreamworks, sofreu uma péssima recepção do público e da crítica, mostrando que talvez o fôlego do personagem realmente tenha acabado. Mas não dá pra negar: nestes nove anos que se passaram desde o lançamento do primeiro filme da franquia, Shrek e sua turma não conseguiram apenas arrecadar quantias impressionantes nas bilheterias e mudar a cara da animação, como também colocaram sorrisos nos rostos de milhões de crianças e adultos ao redor do mundo.

Foi por isso que na última semana o ogro acabou ganhando uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood. Jeffrey Katzenberg, Mike Myers (voz de Shrek) e Antonio Banderas (voz do Gato de Botas) estiveram presentes na cerimônia para parabenizar Shrek pela sua estrela (que é a de número 2408 na calçada).

“Tendo saído do pântano para uma estrela aqui em Hollywood Boulevard, eu acredito que ele realmente representa o grande sonho hollywoodiano”, disse durante a cerimônia Jeffrey Katzenberg, CEO da Dreamworks Animation. “Assim como todas as grandes estrelas que foram homenageadas nesta avenida, Shrek agora é certamente e verdadeiramente parte da nossa cultura. Ele é um ogro para todas as idades.”

Shrek não é o primeiro personagem animado a merecer um espaço na Calçada da Fama. Também estão por lá outros astros como Mickey Mouse, Ursinho Pooh e Os Simpsons.

Créditos: Animatoons

O ator e ex-bailarino Jean-Claude Van Damme (O último Dragão Branco) foi confirmado como o mais novo nome entre os dubladores da animação Kung Fu Panda 2. Além de Van Damme, Gary Oldman (O Livro de Eli) e Michelle Yeoh (Memórias de uma Gueixa) também passaram a integrar o elenco. Oldman, por sinal, será o novo vilão, conhecido como o pavão Lord Shen. Já Van Damme emprestará a sua voz para o crocodilo Master Croc, enquanto Yeoh será a mística cabra Soothsayer.

Na trama, o novo vilão surge com uma misteriosa arma de tamanho poder que ameaça a existência do próprio kung fu. Resta a Po e aos Cinco Furiosos proteger o único mundo que conhecem. Mas antes, Po terá de confrontar seu passado distante. Além das três novas contratações, Kung Fu Panda: The Kaboom of Doom terá a manutenção de todo elenco do primeiro longa, incluindo o comediante Jack Black (Escola do Rock), Dustin Hoffman (Maratona da Morte), Angelina Jolie (O Procurado), Jackie Chan (Missão Quase Impossível), SethRogen(Ligeiramente Grávidos), Lucy Liu (As Panteras) entre outros.

O longa está em desenvolvimento pela DreamWorks já há alguns tempos e terá direção de Jennifer Yuh Nelson e teve a estreia antecipada para 27 de maio de 2011.

Shrek – Posters

A animação digital de Shrek ( que será o último da série) estréia (em 3D) de  neste final de semana nos EUA e para “esquentar os tamborins”, o Worth 1000 resolveu promover mais um concurso de mashup posters, desta vez tendo como tema Shrek. Confira os alguns dos posters:

Créditos: GETRO

Sam Worthington será Allan Quatermain

O ator australiano Sam Worthington, protagonista de grandes blockbusters como Avatar, Fúria de Titãs e Exterminador do Futuro: A Salvação, está se preparando para viver mais um herói nos cinemas.O astro, acaba de assinar com a DreamWorks para protagonizar e produzir Quatermain, longa baseado nos livros As Minas do Rei Salomão e Allan Quatermain, ambos de H. Rider Haggard.

No primeiro livro, Allan Quatermain é líder de uma expedição para regiões da África ainda inexploradas com o intuito de encontrar o irmão de um amigo, bem como saber mais sobre a fábula de uma mina de tesouros perdida.

O novo longa será ambientado no futuro, quando a humanidade abandonou a Terra e Quatermain volta ao nosso mundo para uma aventura no estilo As Minas do Rei Salomão, mas em escala planetária.

O roteiro do longa metragem é de Mark Verheiden (das séries Smallville e Heroes). A produção ainda está em estágio de desenvolvimento. Alfred Gough e Miles Millar (ambos de Hannah Montana: O Filme) são os parceiros de produção de Worthington. O diretor ainda não foi definido.

Esta não será a primeira adaptação cinematográfica do personagem Allan Quatermain. A primeira adaptação aconteceu no ano de 1985, com o filme As Minas do Rei Salomão. Trazendo Richard Chamberlain como Quatermain, o filme agradou ao público e ainda promoveu a estreia da atriz Sharon Stone.

O sucesso foi tanto que no ano seguinte que o longa ganhou uma continuação intitulada Allan Quatermain e a Cidade do Ouro Perdido. Sem repetir o mesmo êxito do anterior, Quartermain acabou esquecido até o ano de 2003, quando reapareceu em A Liga Extraordinária, interpretado desta vez por Sean Conery. Após mais um fracasso, o personagem voltou a ser utilizado em 2008, no inexpressivo Allan Quatermain e o Templo das Caveiras. Resta saber agora se Worthington conseguirá com Quatermain repetir o sucesso de Avatar e Furia de Titãs.

Divulgamos aqui no Cinejan que na quarta-feira (21/4), SHREK PARA SEMPRE abriu o Festival de Cinema de Tribeca, em Nova York. A co-fundadora Jane Rosenthal diz que o último filme do ogro foi escolhido para dar início ao festival porque “todo nova-iorquino tem um ogro interior”. Entretanto, o “ogro interior” dos críticos não gostou do que viu na tela, e rugiu violentamente nas matérias publicadas nos últimos dias nos EUA.

Confira abaixo trechos das primeiras reviews de SHREK PARA SEMPRE:

Quando figuras da fantasia começam a ter crises de meia-idade e suas franquias animadas começam a ter crises de muita idade, é hora de pendurar as chuteiras (…). Sendo a despedida da série e sua primeira investida no 3D, o filme contém um número respeitável de risadas, mas pega a sua trama emprestada do eternamente reciclado A Felicidade Não se Compra, e se isso é tudo o que os seus criadores podem fazer, é melhor deixar Tão Tão Distante tão tão distante. (…) Como mérito, entretanto, SHREK PARA SEMPRE continua a tradição da série de enfeitar a história central com uma infinidade de gags visuais, piadinhas que dão uma nova visão dos contos de fadas e as incríveis performances vocais de Murphy e Banderas. Ambos estão hilários, mesmo em seus estados alterados no uiverso paralelo não-Shrek.(John Anderson, da Variety)

Você sabe que uma franquia está começando a cansar quando o personagem principal começa a ter crises de meia-idade. Esse é o caso do amado ogro de SHREK PARA SEMPRE. (…) O roteiro de Josh Klausner e Darren Lemke diverte um pouco com as mudanças visuais e de personalidade que os personagens sofreram, mas assim como muitas outras sequências, SHREK PARA SEMPRE perdeu muito do charme, humor e emoção que marcaram seus predecessores. (…) Os efeitos em 3D são inegavelmente impressionantes, mas assim como vários outros exemplos dessa onda tão popular, um pouco da qualidade visual é sacrificado com o inevitável escurecimento da imagem. O fato de que boa parte da história se passa em uma paisagem sombria não ajuda muito. Como é de costume na série, esta edição inclui um monte de referências à cultura pop – uma piada com O Mágico de Oz rendeu uma grande gargalhada – e várias montagens musicais feitas em cima de consagradas músicas pop.

(Frank Scheck, do The Hollywood Reporter)

Em 2007, as críticas negativas sofridas por SHREK TERCEIRO não impediram que o filme fizesse uma bilheteria respeitável. Resta saber se essa situação vai se repetir com o quarto filme.  Aqui no Brasil, a estreia  de Shrek Para Sempre está prevista para 9 de julho.

O quarto, e possivelmente o último filme da franquia Shrek, foi exibido na abertura do Festival de Tribeca na última quarta-feira (21/4), em Nova York. A pré-estreia de uma animação que é sucesso em bilheterias, lançado em 3D, muda um pouco a cara do festival, que costuma lançar produções independentes e de baixo custo. O tapete, normalmente vermelho, também mudou de cor – especialmente nesse primeiro dia, era verde.

Segundo o diretor Mike Mitchell, parte do filme foi escrito e filmado em Nova York, inclusive no bairro de Tribeca.

Todos os atores que dublam os personagens de Tão Tão Distante estiveram presente. Cameron Diaz se diz triste por ter que se despedir de um personagem tão importante quanto Fiona, que valoriza, acima de tudo, a beleza interior. “É o fim. Para o Shrek, para o Reino de Tão, Tão Distante e todos os personagens, para Shrek e Fiona. Foi um passeio maravilhoso”, despediu-se.

“Shrek foi qualidade do começo ao fim”, declarou Mike Meyers, que dubla o protagonista. “Todos os filmes têm uma conexão, um pensamento completo. Eu estou muito feliz por fazer parte disto”, continuou o ator e completou afirmando que vai sentir saudades de Shrek.

Cameron Diaz, Eddie Murphy, Mike Myers e Antonio Banderas se despedem da animação

Antonio Banderas, que empresta sua voz ao Gato de Botas, afirmou que o encanto dos filmes de Shrek está na capacidade de atender a pais e filhos. “Especialmente aos pais”, completou.

Segundo a crítica de Frank Scheck, publicada no Hollywood Reporter, Shrek Para Sempre dá ares de adeus. “O quarto filme desta franquia popular de animação demonstra que, finalmente, é hora de deixar Shrek e Fiona viverem felizes para sempre.” Scheck segue sua crítica elogiando o viés cômico adaptado à nova fase dos personagens, mas diz que a simplicidade característica da história se perdeu no excesso de sequências produzidas.

Shrek Para Sempre traz a crise de meia-idade vivida pelo ogro, casado com Fiona, pai de três crianças, que sente saudades da época de selvageria, na qual impunha temor e respeito. Em busca de renovar a vida, Shrek fecha acordo com Rumpelstiltskin que faz com que Tão Tão Distante nunca o tivesse conhecido e, assim, assume o reino do local. Nesse novo reinado, sem Shrek, Fiona é a líder de uma gangue de ogros, Burro trabalha para bruxas histéricas e o Gato de Botas virou um típico gato doméstico – gordo e preguiçoso – que, de acordo com a The Associated Press, garantiu boas gargalhadas aos espectadores.

O Hollywood Reporter ainda conta que os efeitos visuais em 3D impressionam, mas afetam a qualidade das imagens, com sombra escura em algumas cenas. E o site aproveita para revelar que Shrek Para Sempre está repleto de referências, como ao O Mágico de Oz e às clássicas músicas do estilo pop. Para Eddie Murphy, dublador do Burro, a ideia de usar a tecnologia é incrível: “3D é divertido… Eu estou muito empolgado com o uso do 3D para contar uma história, é um truque emocional bem bacana.”

A despedida da família Shrek. Será que não os veremos mais nas telonas?

Os três primeiros episódios da série de animação arrecadaram mais de 2,2 bilhões de dólares nas bilheterias mundiais.

O esperado capítulo final, Shrek para Sempre, chega aos cinemas americanos no dia 21 de maio. Aqui no Brasil, a estreia está prevista para 9 de julho.

Trailer Aqui