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alice_no_pais_das_maravilhasA Disney começa a desenvolver uma sequência de sua bem-sucedida adaptação cinematográfica “Alice no País das Maravilhas”,história que dará continuidade à viagem de Alice (Mia Wasikowska) a esse lugar mágico onde combateu a Rainha de Copas e conheceu o Chapeleiro Louco, interpretado por Johnny Depp.

Um filme de Tim Burton que arrecadou desde sua estreia em 2010 mais de US$ 1 bilhão no mundo todo, informou o site da revista “Variety” “Alice no País das Maravilhas” foi distribuído em 3D e reconhecido com os prêmios Oscar de Melhor Direção de Arte e de Melhor Figurino.

O filme será inspirado no livro de Lewis Carroll, “Through the Looking-Glass”, subtítulo que a sequência deverá também receber. A trama da segunda parte do filme está a cargo de Linda Woolverton, que já trabalhou nos roteiros de clássicos da Disney como “A Bela e a Fera” e “O Rei Leão”, Joe Roth, Suzanne Todd e Jennifer Todd voltarão como produtores.

Na continuação, o diretor Tim Burton (A Noiva Cadaver),será substituido por James Bobin Os (Muppets) Também foi divulgado que a Infinitum Nihil, a produtora de Johnny Depp, assinou um contrato de prioridade com a Disney, até 2011 o vínculo era com a Warner.

Incansável, o ator será o protagonista de “Transcendence” ficção científica de Wally Pfister, com lançamento previsto para 2014.

“Alice in Wonderland 2: Through the Looking Glass” não tem ainda data de estreia prevista.

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Contrariando as criticas negativas o filme se tornou  o sexto na história a atingir a marca de US$ 1 bilhão. Na frente dele, há apenas outros dois que não foram sequências: “Titanic” (1997) e “Avatar” (2009).

“Estamos incrivelmente felizes por termos feito esse fantástico filme, em 3D, do visionário diretor Tim Burton”, disse Rich Ross, presidente dos estúdios Disney.

“Nossas equipes de marketing, junto aos cinemas de todo o mundo, possibilitaram o filme chegar aos fãs de todas as partes”, acrescentou Ross.

Com a participação de Johnny Depp, Mia Wasikowska, Helena Bonham Carter e Anne Hathaway, “Alice” começou a bater recordes desde sua estreia mundial, em 5 de março. Nos EUA, o filme ultrapassou os US$ 332 milhões e é oficialmente a terceira produção mais lucrativa dos estúdios Disney, atrás apenas de “Piratas do Caribe 2: O Baú da Morte” e “Procurando Nemo”.

Alice no filme de Tim Burton nos diz várias vezes que aquilo não era um sonho, pois não adiantava se beliscar, mesmo que com força. Ela não acordava do sonho. Aquele era um mundo subterrâneo real e não um sonho. Um mundo ao qual ela já tinha ido, que ela já visitara várias vezes, mas do qual não se lembrava e que precisava se lembrar para saber se ela era ela. Criada por Lewis Carroll décadas antes dos escritos de Freud, Alice nos faz conhecer o mecanismo mental da repressão.

Para entrar neste mundo ela precisa ser simultaneamente adulta para pegar a chave e pequena para passar pela portinhola. Precisa encontrar uma solução e conviver com esta ambigüidade. Ser simultaneamente adulto e poder regredir faz parte inevitavelmente de todo processo de psicanálise. Neste mundo mágico, onde domina a fantasia, por vezes Alice é muito grande, pode tudo, onipotente. Por vezes é frágil, muito pequena, menor que uma criança pequena. Neste mundo vai encontrar seus fantasmas, os monstros que a aterrorizam e vai tentar superar seus conflitos. Como ser sempre boa se é necessário enfrentar e derrotar o monstro cortando-lhe a cabeça? Portanto precisa reconhecer que não é tão boa quanto acredita e que precisa de sua agressividade para preservar a vida. Então quem é Alice afinal? Como ela mesmo diz no livro de Lewis Carrol: “não sei explicar nem a mim mesma porque eu não sou eu, compreende?”

A busca por encontrar sua verdade e sua necessidade de transformação para tornar-se alguém de quem ela mesma goste, nos é dito pela própria um pouco mais adiante: “… e não adianta virem se pendurar na beirada e me dizer: Suba minha querida! Não vou nem olhar para eles. Vou só dizer: Primeiro digam quem sou. Se achar que me serve ser esta pessoa subirei. Senão, ficarei aqui em baixo até virar de novo alguém que valha a pena.”

Estas palavras nos são ditas de uma forma ou de outra por todos aqueles que mergulham no fundo de seu poço, penetram no seu mundo subterrâneo e adquirem a certeza que apenas lá encontrarão suas respostas. Nisto surge o chapeleiro maluco que estabelece uma incomum parceria com Alice. Ele cuida das coisas da cabeça e é claro não poderia ser lá muito normal. Mas esta parceria é essencial para que os caminhos no mundo subterrâneo possam ser realizados. Ele conhece os caminhos até porque já os trilhou e assim pode acompanhá-la. Esta idéia não é nova. Dante só consegue descer aos seus infernos guiado pela mão de Virgilio.

Quando Alice está mergulhada neste mundo fantástico, que tem lá a sua coerência, que não é necessariamente a do mundo da superfície, ela descobre algo fascinante ao se deparar com um monstro terrível que a ameaça quando vai buscar a espada. E, mais ainda, a chave do cadeado está no pescoço do monstro. Ela devolve a ele seu olho que lhe tinha sido tirado e neste instante o gesto de amor mitiga o ódio e o monstro se coloca ao lado dela, trata de sua ferida no braço e a ajuda a enfrentar as dificuldades e os demais inimigos. Esta é verdadeira chave que liberta. A pulsão de vida mitiga a pulsão de morte e a agressividade se torna um instrumento a favor da vida. Mas ela precisa resolver ainda um problema: como lidar com as rainhas (mães?) boa e má? Como administrar isto dentro de si? Lewis Carroll parece ter lido Melaine Klein 80 anos antes dela ter escrito seus trabalhos.

Quando Alice está próxima de enfrentar seu terrível monstro ela vai adquirindo seu tamanho real. Nem onipotentemente grande, nem fragilmente pequena. Após sua vitória, a solução dos conflitos, pode deixar para traz o chapeleiro maluco, com uma certa saudade e retorna a vida de superfície, onde não lhe é difícil agora resolver todas as suas questões. E Tim Burton sagazmente acrescenta a historia original a viagem à China, um enorme ampliar de horizontes.

*JOSÉ RENATO AVZARADEL é psiquiatra e Membro Didata da Sociedade Brasileira de Psicanálise.

Fonte: Jornal O Globo.

De carona no blockbuster que Tim Burton preparou para a Disney, a história infantil criada em 1865 pelo escritor Lewis Carroll volta a marcar presença nas livrarias do país em um punhado de formatos e interpretações.

Destacados em nichos separados nas lojas, é possível encontrar desde a edição clássica do livro, que reúne as duas partes da história – “As aventuras de Alice no País das Maravilhas” e “Através do espelho” – e conta com as ilustrações originais de John Tenniel, até uma versão luxuosa renovada, com ilustrações de Luiz Zerbini e tradução do historiador Nicolau Sevcenko.

Há ainda edições especiais da obra para crianças, com páginas que “saltam” do livro, passando por guias visuais para acompanhar o filme de Burton, até versões em mangá e cordel de “Alice”. Com pitadas de surrealismo e nonsense, a saga da garota que despenca em um buraco no jardim e acorda em um mundo fantástico se mostra ainda hoje um tema contemporâneo e atraente.

O interesse dos leitores por “Alice” não é recente. Livrarias vêm observando crescimento na procura por livros da personagem desde o ano passado. “Foi a partir de setembro, bem antes de o filme ter data de lançamento ou mais informações divulgadas, que notamos um aumento na procura, o estoque já foi reforçado prevendo uma procura maior após a estréia do filme”, conta o responsável por compras da Livraria Cultura Rodrigo Cardoso.

Alice no País das Maravilhas estreia nos cinemas brasileiros (dia 23 de abril) e já tem data definida para chegar nas locadoras. De acordo com a assessoria de imprensa da Disney, distribuidora do filme, o longa estará disponível para locação a partir do dia 14 de julho de 2010, nos formatos DVD e Blu-ray. Ainda não foi informado quando o produto será liberado para venda, nem se haverá extras.

Baseado nos livros Alice no País das Maravilhas e Através do Espelho e o que Alice Encontrou Lá, do escritor britânico Lewis Carrol, o filme mostra Alice (Mia Wasikowska), aos 19 anos, de volta ao País das Maravilhas, fugindo de um casamento arranjado. No mundo mágico, ela reencontra personagens estranhos, como o Chapeleiro Maluco (Johnny Depp), a Rainha Branca (Anne Hathaway) e a Rainha Vermelha (Helena Bonham Carter), inspirados na obra de Lewis Carroll. É nessa jornada fantástica que a jovem tentará encontrar seu verdadeiro destino e acabar com o reino de terror da Rainha Vermelha.

O longa conta com a direção de Tim Burton (Sweeney Todd – O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet) e roteiro de Linda Woolverton. Richard Zanuck, Joe Roth, Jennifer e Suzanne Todd serão os produtores.

Alice no País das Maravilhas

Mesmo com críticas medianas, ‘Alice no País das Maravilhas‘ de Tim Burton em sua segunda semana nos EUA já fez mais 62 milhões de dólares. O longa se tornou a maior abertura da história no inverno norte-americano, além de superar ‘Avatar‘ como a maior arrecadação para uma estreia em 3D. O filme de Tim Burton, que já é um dos maiores sucessos de bilheteria de todos os tempos no cinema .

Alice, agora com 19 anos de idade, volta ao mundo mágico da sua aventura de criança, aonde ela se reúne com seus antigos amigos e descobre seu verdadeiro destino: acabar com o reinado da Rainha Vermelha, a rainha do terror.

Fiquei impressionado com a voracidade da crítica americana em falar mal deste novo filme de Tim Burton. Talvez tenha sido o excesso de expectativa provocado por suas belas fotografias promocionais – em especial, de Johnny Depp, como o Chapeleiro Louco e Helena Bonham Carter, como a Rainha Vermelha.A verdade é que o filme não é isso tudo que se esperava e realmente não vai ganhar nenhum Oscar no ano que vem. Do que os críticos reclamam a gente já sabia: Burton é ótimo em direção de arte, em imaginar situações, mas nem tanto dirigindo cenas de ação (por vezes fracas, no máximo, banais), nem mesmo é grande coisa ao narrar uma história.” – Rubens Ewald Filho.   O filme estréia no Brasil em 23 de abril.                                                                                                                                                   Trailer Aqui