Archive for junho, 2013


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É impossível não simpatizar de cara com Mike Wazowski. Desde pequenininho, o “zoiudo” sonhava em ser um monstro assustador

Seguindo a tendência de Hollywood de se contar a origem de personagens já consagrados, a bem sucedida e lucrativa parceria entre Disney e Pixar repete a fórmula e não deixa a desejar em Universidade Monstros.

O retorno às origens dos funcionários ícone da Monstros S.A. parte da premissa de contar como Mike Wazowski e James P. Sullivan se conheceram, ainda na faculdade. Ambos sonhando em se tornar grandes assustadores, Mike (Billy Cristal, na versão original), passando longe de ser assustador, entrava na faculdade dado todo o esforço desde pequeno. Já Sully (John Goodman) entrava na universidade caminhando na sombra do pai que carregava um nome já tradicional no “ramo do susto”.

Focado em Mike, o filme trata de forma interessante o fato de sua aparência não ajudar no ramo em que ele deseja seguir. E um dosMaik pontos positivos do roteiro é o de se deixar levar pelo clichê, pela velha fórmula, só que ao estilo Disney. Mike e Sully, respectivamente o nerd e o popular, inicialmente estão longe de formar qualquer amizade, principalmente depois de serem expulsos do “programa de assustadores de elite da universidade”. Mas, não tendo outra alternativa para voltar ao programa senão trabalharem juntos, sobra espaço para que a relação entre eles floresça de forma natural e divertida.

É interessante destacar a evolução (muito natural, por estarmos dez adiante do filme original; hardwares mais eficientes, softwares mais rápidos, novos renders) deste filme em relação ao último. Já é quase possível tocar as rugas ou sentir a viscosidade da pele de alguns monstros gerados pelo CGI. O brilho dos olhos de Mike é incomparável e dá vontade de entrar na tela pra abraçar o volumoso braço peludo de Sully. O 3D, que poderia tirar maior proveito de todos esses elementos, acabou ficando em segundo plano, mas nas cenas em que se faz mais necessário, cumpre bem o dever.

Outro ponto positivo vai pra Randy Newman, que retorna à trilha sonora e acerta na temática universitária com uma trilha mais animada e talvez até barulhenta se comparada ao dançante jazz do filme anterior. E ainda que seja mais espalhafatosa, é em um dos pontos altos do longa (e mais dramáticos), entre Sully e Mike, que ela se ausenta e deixa a cargo dos atores e da equipe de animação a função de sensibilizar o espectador, cujo trabalho é feito com maestria.

Mesmo deixando de aproveitar todo o potencial do 3D, ou explorar a rivalidade entre Randall (voz de Steve Buscemi) e Sully (que até poderia ser menos explícita), nenhum desses fatores desmerece a produção que continua no mesmo patamar da anterior. O filme continua com o humor bem colocado, uma história consistente e com personagens tão carismáticos quanto os que geralmente conquistam um espaço na memória pueril.

Universidade Monstros é o filme que faz jus ao espírito universitário: cheia de emoção e que brota o saudosismo no final. O bom do filme é que, depois que ele acabar, ainda tem a próxima sessão pra começar tudo de novo.

Créditos: Luan Tannure

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Pelo menos 10 produções cinematográficas baseadas em personagens bíblicos devem ser feitos em Hollywood nos próximos anos. A maioria dos projetos estão ligados a atores consagrados e devem atrair a atenção do público. Desde a “Paixão de Cristo”, em 2004, que atraiu milhares de telespectadores em todo mundo, o assunto não era tão discutido.

“Noé”, protagonizado por Russel Crowe em breve chegará às telas do cinema. Porém, o diretor Darren Aronofsky já informou que não será uma adaptação fiel das escrituras. Em março também, deve começar a ser filmado “Deuses e Reis”, da Warner Bros com direção de Steven Spielberg.

Segundo já foi anunciado, o roteiro mostrará o povo judeu em luta da liberdade e seguindo um líder corajoso. Em entrevista recente, o diretor Ridley Scott, conhecido por “Gladiador, também comentou que estaria trabalhando em um projeto sobre a história de Moisés”.

Um dos grandes atrativos para o cinema na temporada de Natal promete ser “Maria, Mãe de Cristo”. A sinopse oficial no site fala sobre “humanizar os personagens bíblicos e nos ajudar a compreender como o amor realmente é a base da fé”. Um dos produtores executivos é Joel Osteen, pastor de uma das maiores igrejas evangélicas dos EUA.

Foi divulgado em janeiro que Brad Pitt estaria em negociações avançadas com a Warner para a filmagem de “Pôncio Pilatos”. O roteiro está em fase de finalização pelo diretor Andrew Dominik. Personagens bíblicos como São João Batista, Salomé e Maria Madalena devem compor o elenco.

A estreia de Will Smith como diretor será com o lançamento de “A redenção de Caim”, previsto para 2015. A história sobre ódio entre irmãos, que teriam os mesmos nomes dos filhos de Adão, deve começar a ser filmada em julho deste ano na Jordânia e no Marrocos.

O famoso entre cristãos, “Deixados para Trás”, poderá ser refilmado com Nicolas Cage, no papel anterior feito por Kirk Cameron. O filme sobre o Apocalipse é baseado na série de livros cristãos de Tim LaHaye e Jerry B. Jenkins. As filmagens estão previstas para o segundo semestre de 2013.

“Golias” tem sido anunciado desde 2011, mas pouco se sabe sobre o andamento do filme. O mais polêmico deverá ser “Jesus de Nazaré”, do diretor Paul Verhoeven. O mesmo, já anunciou que não mostrará a pessoa divina de Jesus. O roteiro mostrará uma jovem judia (Maria), um estupro por soldado romano e o fruto desse ato (Jesus). Não há atores confirmados para os papéis e nem data para inicio de filmagens.

Créditos: CHRISTIAN POST

tony starkQue Downey Jr., será sempre lembrado como o Homem de Ferro por sua grande atuação ninguém tem dúvida. Difícil mesmo imaginar outro ator interpretando o enlatado. E isto lembra outra questão: o papel dos atores escolhidos no sucesso – ou fracasso – das adaptações de histórias em quadrinhos, notadamente aquelas de super-heróis.

O Superman de Henry Cavill está chegando aí e, somente pelos trailers, percebe-se que meio caminho já está andado. Será que finalmente a imagem icônica de Cristopher Reeve voando com o S vermelho no peito ficará mesmo restrita aos nostálgicos? Em julho saberemos.

Para citar outros filmes recentes que acertaram em cheio na escolha dos protagonistas, basta se lembrar de Ron Perlman como Hellboy ou o onipresente Hugh Jackman como o mutante Wolverine – que concentrou as atenções nos filmes dos X-Men mas passou vergonha no voo solo. Não se trata de um super-herói, mas, nessa linha, vale citar também o Marv de Mickey Rourke, em Sin City – A Cidade do Pecado (Sin City, 2005).

Por outro lado, são vários os casos de adaptações em quadrinhos que naufragaram muito em parte devido à atuação equivocada dos atores na pele de personagens icônicos. Claro, na maior parte das vezes os pobres coitados nem têm culpa – afinal, há um roteiro que precisa ser seguido e é aí, na história fraca e nos diálogos clichês, que algumas estrelas de Hollywood se afundam, Já é piada batida falar, por exemplo, da participação do galã  George Clooney no circense Batman e Robin(1997). Ele mesmo renega sua participação no filme de Joel.Schumacher, que, na adaptação anterior, Batman Eternamente (Batman Forever, 1995), já havia colocado Val Kilmer em maus lençóis.

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Mais recentemente, depois de muita expectativa, cinéfilos e fãs de quadrinhos saíram da sessão de cinema sem entender que diabos Ryan Reynolds estava fazendo no uniforme do Lanterna Verde, na adaptação de Martin Campbell (Green Lantern, 2011). Não bastasse a cara de tolo que Reynolds carrega consigo neste e em outros filmes, a chegada às telas do Lanterna Verde assumiu um tom propositalmente infantil, numa tentativa de fazer um filme para “toda a família”.

A máscara de Reynolds, que parece saída de alguma série da Disney Chanel, é um exemplo emblemático de uma adaptação que errou no tom. Justamente em um momento em que o herói fazia bonito nas histórias em quadrinhos, após ser literalmente renascido nas mãos do roteirista Geoff Johns e do desenhista brasileira Ivan Reis.

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Exatamente dez anos atrás, era a vez de Demolidor – O Homem Sem Medo (Daredevil, 2003) virar alvo da fúria dos fãs.E nem precisava ser daqueles xiitas pra isso. Não sei qual dos papeis é mais constrangedor: Ben Affleck na pele do Demolidor ou a insossa Jennifer Garner tentando dar uma de mulher fatal como Elektra. A ficha parece não ter caído para os produtores e Elektra ganhou inclusive um filme solo (Elektra, 2005), execrado na mesma intensidade. Esses são só alguns exemplos que vêm com facilidade à cabeça. Mas não são os únicos casos.

Para você, quais outros atores se meteram em uma roubada ao assumir o papel de super-heróis no cinema?

Créditos:Rafael Waltrick

Tudo_sobre_cinemaFelizmente para os cinéfilos, obras sobre cinema e com listas dos “melhores” filmes, diretores e atores hoje enchem as prateleiras de qualquer livraria bem estruturada. O diferencial de Tudo Sobre Cinema é o capricho na edição e a preocupação em apresentar de forma didática e clara um panorama geral da história do cinema desde o século XX. É uma enciclopédia, no fim das contas, mas longe de ser burocrática ou maçante.

Todo o material é apresentado em ordem cronológica, organizado tematicamente por região ou gênero. Em geral, o livro é formatado em capítulos, como “Os primeiros épicos” ou “Heroínas do cinema mudo”, por exemplo, em artigos de duas ou quatro páginas. No rodapé da página há sempre uma linha do tempo que apresenta os principais acontecimentos da década, referentes à temática do capítulo.

O mais interessante é que cada capítulo é seguido por um ou dois filmes que são “destrinchados” e que mostram, na prática, as características de determinada época ou gênero. Há sempre um pequeno artigo sobre o filme e as cenas mais marcantes da produção, acompanhadas de fotos e um breve perfil do diretor ou do ator/atriz que viveu o protagonista. Por isso o aspecto didático da obra: é como se estivéssemos assistindo a uma aula em que, ao final, o professor apresenta um exemplo para comprovar tudo o que foi dito até então.

“Em Tudo Sobre Cinema, optamos por uma série de tomadas de introdução, cada uma apresentando uma fase significativa ou um elemento na história da sétima arte – uma década crucial, uma tendência, um gênero ou o ponto alto na produção de determinado país ou região -, antes de partir para os close-ups de filmes marcantes do momento em questão”, diz na introdução do livro o editor Philip Kemp.

 Livro traz raio-x de filmes que marcaram determinada época ou gênero.

As ilustrações, cartazes e fotos de bastidores são abundantes, sendo que nenhuma imagem escapa de ter uma legenda que a situe no contexto do capítulo – mais uma preocupação dos autores em agregar informação ao livro, ao contrário de muitas obras por aí, que são somente uma colagem de fotografias. Tudo Sobre Cinema tem 576 páginas, pesa um bocado e, por isso, apesar de permitir uma leitura não-linear, não é daqueles livros que se leva na mochila ou na bolsa para folhear dentro do ônibus ou no intervalo do almoço. Características que o tornam de fato uma ferramenta de estudo, para ler com calma em casa. Satisfação cinéfila garantida.

Onde comprar: CulturaSaraivaCuritiba e no Submarino.

Créditos – Rafael Waltrick

para salvar uma vida

Para Salvar Uma Vida,

é um livro para ler, chorar e aprender.

Baseado no filme: To Save a Life, (um filme que todo aquele que se diz Cristão, deveria ver), a estória é narrada em terceira pessoa com foco para Jake Taylor que parecia ter a vida perfeita: ele era o astro do basquete, namorava a menina mais bonita do colégio e era o ‘queridinho’ da escola.

Todos olhavam para Jake e sentiam inveja,com toda essa Super popularidade, ele acaba afastando-se de seu amigo de infância Roger Dawson. Mas ninguém sabia que esse ‘mundo’ de Jake estava desmoronando após o suicídio do seu mrlhor, Roger que não consegue acompanhar Jake em sua reputação.

Depois daquele dia Jake se torturava e ao buscar respostas para sua própria vida, uma pergunta vem à tona: “Eu poderia tê-lo salvado?” Isso o levou a tomar algumas decisões, Jake se vê profundamente comprometido em ajudar os rejeitados – pessoas estas que muitos nem sequer olham. Eventos vão começar a ocorrer em sua vida, que resultará em uma bela história.

Livro que faz referencia a muitos jovens que se deleitam nas paixões do mundo, importante lembrar que ele também traz uma mensagem de esperança a cada pagina e o amor transborda a cada palavra, faz você refletir sobre as consequências das suas ações e decisões sobre a sua própria vida e sobre a vida de outras pessoas, e como outras decisões, pequenos gestos, poderiam salvar vidas, literalmente.

Autor: Britts, Jim; Britts, Rachel

Editora: Bv Films – Livros

Categoria: Literatura Estrangeira / Romance

Onde Comprar: Submarino  –   Água da Vida Livraria Evangélica

Créditos: Bruna Lippo


star trek

Tão grandioso e impactante quanto seu antecessor, “Além da Escuridão – Star Trek”  equilibra-se entre fazer todo tipo de referência ao filme anterior e reverência a elementos já consagrados daquele universo.

J.J. Abraham o criador de “Lost”, que em 2009 deu nova vida à saga da boa e velha série “Jornada nas Estrelas”, com o filme “Star Trek”, volta a escalar a tripulação da Enterprise para novas aventuras em “Além da Escuridão – Star Trek”, que se mantém totalmente fiel aos costumes antigos é candidato a blockbuster do fim de semana.

 Benedict Cumberbatch, construiu um vilão tão ameaçador quando o Nero do primeiro filme, mas muito mais tridimensional e inteligente seu personagem Khan é um terrorista alienígena que planeja destruir a Terra, como vingança contra algo que aconteceu no passado contra seu povo.

Para isso, ele consegue atrair a atenção de Kirk (Chris Pine) e Spock (Zachary Quinto), que saem à sua procura a bordo da espaçonave já conhecida de várias gerações de fãs. Incorporada à tripulação está a bela Carol (Alice Eve), filha do almirante Marcus (Peter Weller, de “Robocop”), a quem Kirk terá que se reportar. A bordo, o almirante embarcou um arsenal bélico, cuja finalidade continuará misteriosa durante boa parte do filme.

 Idealizado para atingir uma geração de fãs mais jovens, aproveitando os efeitos do 3D, o diretor remete ao espectador a combinação perfeita de sequências de ação de cair o queixo com dramas pessoais cativantes.

A exploração do universo e a busca de outras formas de vida fora da Terra, parte central do seriado televisivo, acabam ficando em segundo plano, o que é uma pena para quem gosta de ficção científica.

Trailer legendado de “Além da Escuridão – Star Trek”

Créditos – Luiz Vita/Leandro Steland