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42_2Chega esse mês nas locadoras 42 filme que conta a história de dois homens – o grande Jackie Robinson e o lendário Branch Rickey, do Brooklyn Dodgers – cuja valente posição contra o preconceito mudou para sempre o mundo, começando pelos jogos de beisebol. Em 1946, Branch Rickey (Harrison Ford) se posicionou à frente da história quando colocou Jackie Robinson (Chadwick Boseman) na equipe, quebrando a linha racial da Liga Principal de Beisebol. Mas isso também colocou Robinson e Rickey na linha de fogo do público, da imprensa e, até mesmo, dos outros jogadores. Enfrentando o racismo desmedido de todos os lados, Robinson foi forçado a demonstrar tremenda coragem e autocontrole ao não reagir da mesma forma, sabendo que qualquer incidente poderia destruir suas esperanças e as de Rickey. Em vez disso, o número 42 deixou o seu talento no campo falar por si, e acabou conquistando os fãs e seus companheiros de equipe, silenciando os críticos e abrindo o caminho para que outros seguissem.

42 é um drama universal, embora piegas, cujo grande mérito não é retratar a trajetória tortuosa do dono da camisa 42 no beisebol, nem tampouco o trabalho nos bastidores de Rickey, mas devolver ao esporte a função precípua de inspirar, incentivar e unir. E mesmo que Jackie Robinson não exigisse tantas lágrimas e aplausos quanto os que Brian Helgeland introduz aqui, ao menos elas vêm a serviço de um bom filme que faz jus à lenda.                                                                                               

Gênero: Drama

Distribuidora: Warner Bros.

Estreia: Direto em DVD – Agosto de 2013

donkey-kongDonkey Kong é uma das franquias mais amadas da Nintendo, sendo é uma das únicas capazes de rivalizar em quantidade de fãs com a série do gordinho bigodudo de macacão vermelho, acaba de ganhar uma novidade. Um talentoso fã dos macacos e do próprio Mario, identificado pelo nome GuizDP, produziu uma sequência de Stop Motion.

Para produzir Donkey Kong, Guiz utilizou mais de 1.500 fotografias, vários fixadores coloridos e uma tonelada de paciência até conseguir organizar as imagens de maneira correta. Vale a pena conferir até mais do que uma única vez o vídeo e ficar de boca aberta com a perfeição a que o rapaz conseguiu chegar.  Confira o Vídeo Aqui

Créditos: GuizDP/Maurício M.Tadra

Wolverine2013Nas histórias em quadrinhos de Chris Claremont e Frank Miller, Wolverine carimbou o passaporte para o Japão pela primeira vez em 1982, em sua primeira HQ solo. A história serviu de inspiração para o longa, que agora leva aos cinemas o passado samurai de Logan/Wolverine, filme que mistura ação e suspense promete mostrar um lado mais humano e até frágil de Logan.

“Wolverine – Imortal” segue os acontecimentos de “X-Men: O Confronto Final”. Depois de matar Jean Grey (Famke Janssen) para salvar a humanidade, ainda atormentado Wolverine (Hugh Jackman)  resolve se isolar em uma floresta no Canadá, após fazer um juramento de não violência. A promessa chega ao fim ao mesmo tempo em que seu passado o alcança, quando Yuki (Rila Fukushima)  a mando do pai adotivo o leva para o Japão, ao encontro de Yashida (Hal Yamanouchi), que foi salvo por Logan em Nagasaki, no Japão, na época em que a bomba atômica foi detonada, no ano de 1945. Yashida quer a imortalidade de Logan (que considera isso uma maldição), oferece ao mutante – como forma de agradecimento – a chance de assumir os poderes de cura que o perturbam. Porém, a troca não é aceita.

Da recusa de Logan começa a trama bem-construída pelo diretor Jerry Mangold e os roteiristas Scott Frank e Mark Bomback, em que Logan precisa proteger a neta do bilionário, herdeira do clã, de uma rede de inimigos não claramente identificáveis.

O enredo tem o mérito de manter a forte personalidade do personagem e ainda dar-lhe uma triste carga emocional – que ele só abandona nas boas sequências de ação. Hugh Jackman – que assumiu o personagem em 2000 – desenvolveu com maestria a evolução do herói e mostra por que é o intérprete absoluto de Wolverine nos cinemas. Nas cenas de ação (com uma ótima sequência que se passa em cima de um trem bala) ou nas mais sérias o ator carrega a essência do personagem dos quadrinhos – e ofusca os companheiros de elenco.

O cenário do filme é um Japão contemporâneo, em que a alta tecnologia convive com tradições e códigos de honra milenares. A direção de arte remete esteticamente àquele das primeiras histórias em quadrinhos da Marvel: um país povoado quase inteiramente por mafiosos tatuados, ninjas, samurais e gueixas

Se comparada a outras adaptações para o cinema, “Wolverine – Imortal” representa uma nova fase para o herói, que volta em “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido” (deve estrear em 2014). Mesmo que com ritmo falho, o longa tenta não se apoiar tanto nas explosões e batalhas – desenvolve melhor seus personagens e entrega mais do que apenas efeitos especiais.

Créditos: Sandro Moser

cropped-topo21“Corajosos” é o quarto lançamento da Sherwood Pictures, o ministério de cinema de Sherwood Church, em Albany, Georgia. O primeiro lançamento desde “À Prova de Fogo”, o filme independente número 1 de 2008, “Corajosos” se junta a “Desafiando Gigantes” e “A Virada” para emocionar vidas através de histórias sinceras de fé e esperança.

O policial Adam, interpretado por Alex Kendrick, produtor do filme e escritor de vários livros, incluindo À Prova de Fogo, tem uma bela família, e ótimos colegas de trabalho. No entanto, tem um pouco de dificuldade em lidar com seu filho adolescente Dylan, por quem não faz muita questão de se sacrificar. Mas por sua filha Emily, Adam é completamente apaixonado. Ao lado de Nathan, Shane e David, Adam busca ser um grande policial e combater todos os males de sua pequena, mas relativamente perigosa cidade. Em meio a tanto compromisso, Adam poucas vezes se preocupou com sua conduta como pai, até que uma informação sobre o grande mal que a ausência de um pai provoca na vida dos filhos, e posteriormente uma tragédia em sua própria vida o impulsionam a mudar completamente suas atitudes. Juntamente com seus amigos, Adam decide que precisa mudar como pai, e cria um estatuto, comprometendo-se com Deus a dar tudo de si para fazer de seus filhos pessoas de bem e fieis a Deus até o fim da vida.

O filme é baseado em como as famílias são afetadas quando o homem não cumpre bem seu papel dentro de um lar. Não pense que isso é machismo, porque não é. A mensagem é que os filhos precisam de bons pais, o que apenas retrata a dura realidade: quando os pais são ausentes, certamente o futuro mostra na vida dos filhos o quanto essa ausência deixa marcas profundas, marcas negativas. E de uma forma bem dramática, mas com pequenas cenas divertidas, o longa conseguiu mostrar que nada pode ter mais valor do que nossos filhos e os princípios que ensinamos a eles, tais como benevolência, abnegação, honestidade, pureza moral e de caráter. Todo o homem que é pai ou deseja ser deveria assistir ao filme Corajosos, este filme retrata exemplos de forma clara de como deve ser a conduta de um pai e a importância da família viver em comunhão com Deus.

 

Créditos: Márcia Denardi

cavaleiro solitario

O Cavaleiro Solitário, é a nova adaptação resultado da parceria Disney, Jerry Bruckheimer Films e Johnny Deep. O ambicioso projeto orçado em mais de 250 milhões de dólares visava a criação de mais uma franquia de sucesso  a ser explorada, mas ao que tudo indica isso não deve acontecer. A recepção morna que o filme teve nas bilheterias ao redor do mundo e as críticas negativas projetam um resultado muito aquém do esperado e põe em cheque até a permanência de Bob Iger. Ano passado em uma situação bem semelhante Rich Ross pediu demissão após o retubante fracasso de John Carter nas bilheterias.

A direção de O Cavaleiro Solitário coube a Gore Verbinski, anteriormente ele fez parceria com Deep nos dois primeiros filmes da cinesérie Piratas do Caribe e repetiu a dose na animação Rango. O elenco do filme ainda conta com as presenças de Armie Hammer (J. Edgar) fazendo o Cavaleiro Solitário, Helena Bonham Carter (Os Miseráveis) vivendo a prostituta Red, William Fichtner (O Homem Mais Procurado do Mundo) fazendo o pistoleiro Butch Cavendish, Ruth Wilson (Ana Karenina) fazendo a bela Rebeca Reid, e Tom Wilkinson (O Exótico Hotel Marigold) interpretando o empresário Latham Cole.

O Cavaleiro Solitário é uma aventura que mescla muito humor e ação que tenta apresentar esse herói mascarado para um público jovem e tornar a sua história divertida e interessante. O filme começa quando Tonto (Johnny Deep), o espírito guerreiro nativo americano narra a história da origem do herói e que foi responsável por transformar John Reid (Armie Hammer), um homem da lei, em uma lenda da justiça. Durante esta jornada estes dois improváveis companheiros precisam aprender a trabalhar juntos e lutar contra a ganância e a corrupção para enfim virarem heróis que passam a inspirar o imaginário de toda uma geração.

O filme já era esperado com certa desconfiança, talvez seja um personagem antigo que não  é muito conhecido do grande publico e  seu apelo comercial já poderia ter vencido, algo que aconteceu com O Fantasma (1996); filme estrelado por Billy Zane que foi um fracasso. O que animava era a presença de Johnny Deep, pois se ele conseguiu renascer o interesse do público por piratas porque não teria esse sucesso com westerns; mas infelizmente para tristeza de muitos o Tonto interpretado por Deep terminou refém de Jack Sparow.

Acreditava se que Verbinski iria utilizar um tom neste projeto próximo ao do que ele imprimiu em a A Mexicana (2001), que consegue ser engraçado/irônico ao mesmo tempo em que é um filme adulto. Mas a combinação do excesso de mentiras, piadas e as explicações minuciosas de todos os aspectos da trama fizeram com o que o filme ficasse demasiadamente longo, chato e bem infantil. O Cavaleiro Solitário infelizmente fica bem abaixo da qualidade os nomes envolvidos e ao que tudo indica vai “matar” a chance de mais um herói ter continuidade nas telas de cinemas, pelo menos por um bom tempo.

Créditos: Silvano Vianna

Crítica – Homem de Aço

cartaz-o-homem-de-acoEstreia nesta sexta-feira nos cinemas o longa-metragem O Homem de Aço, que promete dar início a mais uma sequência de filmes do herói Super-Homem.

Adaptar histórias de sucesso para o cinema é sempre difícil. Quando a adaptação em questão é de um dos personagens de quadrinhos mais populares de todos os tempos, então, é ainda mais complicado. Por isso foi árdua a tarefa que o diretor Zack Snyder (300Watchmen) recebeu ao aceitar comandar Homem de Aço.

Desta vez, um novo olhar, ainda mais apoiado em efeitos especiais e um orçamento estimado em US$ 225 milhões, Snyder não só teve de trazer Clark Kent para os dias atuais, como também de fazê-lo à altura dos recentes sucessos na transposição de heróis para as telas, como o Batman de Christopher Nolan – aqui, aliás, como produtor do longa. É justo dizer que ele conseguiu cumprir ao menos parte da tarefa.

O longa-metragem começa com o nascimento de Kal-El (o Super-Homem) no planeta Krypton – fadado ao fim. O bebê logo é enviado à Terra por seu pai, o cientista Jor-El (Russell Crowe). Conselheiro de Krypton, o personagem é jurado de vingança pelo general Zod (Michael Shanon), vilão que ele impede de tomar o poder. Antes de ser preso, porém, Zod promete ir atrás do filho do inimigo no futuro, na Terra, adotado por um casal pacato, Jonathan (Kevin Costner) e Martha (Diane Lane) e Kal-El (Henry Cavill) passa a se chamar Clark Kent.

Assim como o Batman de Nolan, Clark Kent é um homem atormentado, o que é enfatizado logo no início, em uma longa sequência que mostra o herói em uma jornada para descobrir quem é e de onde veio – o que acaba levando, também, à sua transformação em Super-Homem.

A sua luta para se adequar à vida na Terra é apresentada por meio de memórias de sua infância. Quando descobre sua origem, porém, ele se transforma em Super-Homem e atrai a atenção de Zod. Como prometido, o vilão tentará dominar o filho de Jor-El e a Terra, cabendo ao herói enfrentar o inimigo. E  assim permanece, até que seu caminho cruza com o da repórter Lois Lane (Amy Adams), que investiga a descoberta de uma suposta nave espacial sob o gelo. É aí que o herói vai descobrir sua verdadeira identidade .

No clímax de  “O Homem de Aço” em sua reinvenção cinematográfica do herói, Superman enfrenta o General Zod em uma batalha de superseres jamais vista no cinema. Em outras palavras: o número de corpos nos destroços é imenso, a destruição é quase interminável. Imagine o clímax de “Os Vingadores” turbinado por um Michael Bay em escala maior do que no terceiro “Transformers”.

Mostrando-se muito melhor que seu horrendo antecessor, Homem de Aço tem tudo para ser o primeiro de uma série de grandes filmes de um herói por muito esquecido.

MMF2Sequências de animações costumam pecar pelo excesso. Na ânsia de apresentar novidades, elas com frequência oferecem uma overdose de personagens e situações que termina por quebrar o encanto que havia no filme original. “Meu Malvado Favorito 2” foge a essa sina apostando na máxima “em time que está ganhando não se mexe”.

A continuação repete as duplas originais de diretores e de roteiristas e preserva o foco nos pontos fortes do filme original. A saber: a relação do vilão regenerado Gru com Agnes, Margô e Edith, as garotinhas que adotou, e as trapalhadas cometidas pelos minions, assistentes do protagonista com forma de batata e linguajar incompreensível.

O coração da sequência ainda é a questão da paternidade. Antes de ser vilão, Gru é homem –portanto, alguém com tendência a ser bruto, despreparado para o afeto. A beleza está na transformação de Gru em um ser altruísta, que começou no primeiro filme e se completa no segundo–e que torna a animação recomendada aos pais.

Se o amor de Gru pelas filhas responde pela emoção, os minions representam o alívio cômico. Os roteiristas e diretores tiveram a sabedoria de aumentar o espaço dado a eles, o que garante ótimos momentos de humor visual.

Mantidas essas bases do primeiro filme, “Meu Malvado Favorito 2” oferece uma virada na trama. Gru, agora um pacato pai de família, é convocado pela Liga Anti-Vilões para encontrar um bandido escondido em um shopping.

Na missão, conta com a ajuda da agente Lucy Wilde. O principal suspeito da dupla é El Macho, um ex-vilão que se tornou dono de um restaurante mexicano. A maior novidade é a paixão que Gru desenvolve por Lucy, ao mesmo tempo em que sua filha mais velha cai de amores pelo filho de El Macho.

Mais do que o vilão, o protagonista terá que enfrentar a própria timidez e a adolescência da filha, acompanhada pelo temor de perdê-la para outro amor –algo que qualquer pai poderá compreender.

Ao equilibrar-se entre humor e sentimento, “Meu Malvado Favorito 2” mantém a essência e a qualidade do filme original –e fica acima da média das animações que estrearam neste ano.

Muitos ainda resistem em assistir às versões dubladas nos cinemas. No entanto, em “Meu Malvado Favorito 2’’, vale a pena dar uma chance ao filme em português.

Na dublagem o  humorista Leandro Hassum novamente dá voz ao personagem Gru -como já havia feito em “Meu Malvado Favorito’’ (2010).

Com relação aos novos personagens, Maria Clara Gueiros foi escalada para dublar Lucy, a agente da Liga Anti-Vilões. No núcleo dos malvados, cantores marcam presença. Sidney Magal, por exemplo, interpreta o divertidíssimo vilão El Macho, dono de um restaurante e pai de Antonio, amigo de Margo.

O garoto, por sua vez, ganha a voz do cantor Arthur Aguiar (ex-integrante do Rebeldes).

 

 

 

Créditos: Ricardo Calil

a senhor dos aneis“Amor Incondicional – a história de Oseias”, longa metragem, produzido pelos irmãor Rich e Dave Christiano, produção que tem no papel principal o astro americano Sean Astin, que brilhou no papel do hobbit Samwise, fiel escudeiro de Frodo na trilogia “O Senhor dos Anéis”. Astin também estrelou o popular filme juvenil dos anos 80, “Os Goonies”, de Steven Spielberg. O filme também conta com a presença de Erin Bethea, que atuou no papel de Catherine no filme “Prova de Fogo”, clássica produção cristã.

“Amor Incondicional” conta a história de um grupo de jovens que partem para um acampamento de final de semana. Lá, duas jovens do grupo acabam se desentendo seriamente. Para acalmar os ânimos exaltados, Stuart (Sean Astin), líder do grupo, decide contar a bela história de Oseias como exemplo de respeito e amor ao próximo. A partir de então os jovens se aprofundam na vida do profeta Oseias, que viveu em Israel no século VIII antes de Cristo.

Amor Incondicional

O filme mostra como o profeta Oséias (Elijah Alexander); enfrentou a todos e seguiu a vontade de Deus para se casar com Gomer Tehmina Sunny), uma prostituta, que o traiu e o abandonou, além de ser rejeitado pelo seu povo.   Mesmo assim, seguindo o exemplo do incrível amor incondicional de Deus, o profeta perdoa à esposa e seu povo e volta a cuidar dela depois que é jogada, pelo amante, no mercado de escravos.

O Filme traz uma história onde o verdadeiro sentimento de amor, é demonstrado de forma mais real e pura. Nela, as pessoas apreendem o importante sentido de amar incondicionalmente, sabendo perdoar e não julgar, em uma bela referência ao amor de Deus por todas as pessoas.

Créditos: Gospel Prime

Guerra-Mundial-Z-posterNa sequência inicial de Guerra Mundial Z, os cinéfilos apaixonados por cinema de terror vão identificar semelhanças entre a trilha sonora do filme e “Tubular Bells”, tema de O Exorcista, escrito por Mike Oldfield. Embora seja inferior em todos os aspectos ao clássico de William Friedkin, o novo longa-metragem do suíço Marc Forster (de Em Busca da Terra do Nunca e 007 – Quantum of Solace) tem o mérito de tentar, às vezes com êxito, dar um tanto de complexidade a um blockbuster de verão, cujo tema central é uma epidemia planetária que está transformando a humanidade em zumbis

O filme, se inicia já em clima apocalíptico: uma colagem de trechos de telejornais, costurados para sugerir ao espectador que o mundo anda mal das pernas, cambaleando em direção ao abismo. Na Filadélfia, Gerry Lane (Brad Pitt), sua mulher (Mireille Enos) e suas duas filhas (Sterling Jerins e Abigail Hargrove) são vistos no carro da família, dirigindo do subúrbio onde moram rumo ao centro da cidade

Embora o filme não deixe isso exatamente claro, a narrativa sugere que há algo de [muito] errado ocorrendo – além do já corriqueiro congestionamento nas autoestradas, ouve-se uma explosão, sirenes de polícia, até que surge uma figura assustadora que pode ou não ser um homem já contaminado pelo vírus. O homem se choca contra o para-brisa, mas não fica claro ainda se ele já é um morto-vivo ou não. Pode ser apenas alguém cheio de raiva, em um dia de fúria. Essa dubiedade, que marca o filme do início ao fim, é seu maior trunfo.

Vivemos uma era de obviedades, de um cinema comercial feito para espectadores com idade mental de adolescentes, que querem tudo mastigado, explicado, e Guerra Mundial Z, embora não seja nenhum O Exorcista, ao menos tenta optar por soluções narrativas menos óbvias.

Gerry, um ex-investigador das Nações Unidas, passa boa parte da trama viajando pelo mundo em busca da origem do vírus e sua possível cura, mas o espectador pode intuir quais sejam as possíveis causas do mal: o filme fala tanto de zumbis quanto da crise econômica mundial, da ameaça do terrorismo, dos levantes populares que brotam mundo afora, inclusive no Brasil.Embora não tenha a proposta de discutir aspectos mais sociológicos de histórias de zumbis mais ousadas, como a do seriado The Walking Dead.

O filme se desenvolve como um filme de aventura em que os zumbis são os obstáculos à evolução da civilização como a conhecemos. Poderiam ser aliens e a fórmula serviria do mesmo jeito. Forster filma ação com habilidade e tem à disposição Pitt e Enos, que são muito convincentes em seus retratos de pais e mães preocupados em manter a família unida. É o que salva o filme de se transformar em mais do mesmo, Guerra Mundial Z acerta ao não ser apenas um filme de ação com elementos de horror. Essa revolução zumbi sugere o que pode acontecer ao planeta se o caos se instaurar. A humanidade irá para o ralo e viraremos todos cadáveres anunciados.

Créditos: Paulo Camargo

universidade-monstros

É impossível não simpatizar de cara com Mike Wazowski. Desde pequenininho, o “zoiudo” sonhava em ser um monstro assustador

Seguindo a tendência de Hollywood de se contar a origem de personagens já consagrados, a bem sucedida e lucrativa parceria entre Disney e Pixar repete a fórmula e não deixa a desejar em Universidade Monstros.

O retorno às origens dos funcionários ícone da Monstros S.A. parte da premissa de contar como Mike Wazowski e James P. Sullivan se conheceram, ainda na faculdade. Ambos sonhando em se tornar grandes assustadores, Mike (Billy Cristal, na versão original), passando longe de ser assustador, entrava na faculdade dado todo o esforço desde pequeno. Já Sully (John Goodman) entrava na universidade caminhando na sombra do pai que carregava um nome já tradicional no “ramo do susto”.

Focado em Mike, o filme trata de forma interessante o fato de sua aparência não ajudar no ramo em que ele deseja seguir. E um dosMaik pontos positivos do roteiro é o de se deixar levar pelo clichê, pela velha fórmula, só que ao estilo Disney. Mike e Sully, respectivamente o nerd e o popular, inicialmente estão longe de formar qualquer amizade, principalmente depois de serem expulsos do “programa de assustadores de elite da universidade”. Mas, não tendo outra alternativa para voltar ao programa senão trabalharem juntos, sobra espaço para que a relação entre eles floresça de forma natural e divertida.

É interessante destacar a evolução (muito natural, por estarmos dez adiante do filme original; hardwares mais eficientes, softwares mais rápidos, novos renders) deste filme em relação ao último. Já é quase possível tocar as rugas ou sentir a viscosidade da pele de alguns monstros gerados pelo CGI. O brilho dos olhos de Mike é incomparável e dá vontade de entrar na tela pra abraçar o volumoso braço peludo de Sully. O 3D, que poderia tirar maior proveito de todos esses elementos, acabou ficando em segundo plano, mas nas cenas em que se faz mais necessário, cumpre bem o dever.

Outro ponto positivo vai pra Randy Newman, que retorna à trilha sonora e acerta na temática universitária com uma trilha mais animada e talvez até barulhenta se comparada ao dançante jazz do filme anterior. E ainda que seja mais espalhafatosa, é em um dos pontos altos do longa (e mais dramáticos), entre Sully e Mike, que ela se ausenta e deixa a cargo dos atores e da equipe de animação a função de sensibilizar o espectador, cujo trabalho é feito com maestria.

Mesmo deixando de aproveitar todo o potencial do 3D, ou explorar a rivalidade entre Randall (voz de Steve Buscemi) e Sully (que até poderia ser menos explícita), nenhum desses fatores desmerece a produção que continua no mesmo patamar da anterior. O filme continua com o humor bem colocado, uma história consistente e com personagens tão carismáticos quanto os que geralmente conquistam um espaço na memória pueril.

Universidade Monstros é o filme que faz jus ao espírito universitário: cheia de emoção e que brota o saudosismo no final. O bom do filme é que, depois que ele acabar, ainda tem a próxima sessão pra começar tudo de novo.

Créditos: Luan Tannure


star trek

Tão grandioso e impactante quanto seu antecessor, “Além da Escuridão – Star Trek”  equilibra-se entre fazer todo tipo de referência ao filme anterior e reverência a elementos já consagrados daquele universo.

J.J. Abraham o criador de “Lost”, que em 2009 deu nova vida à saga da boa e velha série “Jornada nas Estrelas”, com o filme “Star Trek”, volta a escalar a tripulação da Enterprise para novas aventuras em “Além da Escuridão – Star Trek”, que se mantém totalmente fiel aos costumes antigos é candidato a blockbuster do fim de semana.

 Benedict Cumberbatch, construiu um vilão tão ameaçador quando o Nero do primeiro filme, mas muito mais tridimensional e inteligente seu personagem Khan é um terrorista alienígena que planeja destruir a Terra, como vingança contra algo que aconteceu no passado contra seu povo.

Para isso, ele consegue atrair a atenção de Kirk (Chris Pine) e Spock (Zachary Quinto), que saem à sua procura a bordo da espaçonave já conhecida de várias gerações de fãs. Incorporada à tripulação está a bela Carol (Alice Eve), filha do almirante Marcus (Peter Weller, de “Robocop”), a quem Kirk terá que se reportar. A bordo, o almirante embarcou um arsenal bélico, cuja finalidade continuará misteriosa durante boa parte do filme.

 Idealizado para atingir uma geração de fãs mais jovens, aproveitando os efeitos do 3D, o diretor remete ao espectador a combinação perfeita de sequências de ação de cair o queixo com dramas pessoais cativantes.

A exploração do universo e a busca de outras formas de vida fora da Terra, parte central do seriado televisivo, acabam ficando em segundo plano, o que é uma pena para quem gosta de ficção científica.

Trailer legendado de “Além da Escuridão – Star Trek”

Créditos – Luiz Vita/Leandro Steland

Kick-Ass – Critica

Em um ano em que só se falava de “Alice no País das Maravilhas”, um arrasa-quarteirões de alto nível chega aos cinemas. “Kick-Ass – Quebrando Tudo” faz o melhor equilíbrio entre ação e comédia do cinema recente, o que é bem difícil, já que um lado sempre tenta abocanhar mais do outro. Com uma história deliciosa, personagens inesquecíveis e um ritmo contagiante, “Kick-Ass” é um dos melhores filmes do ano.

Dave Lizewski (Aaron Johnson) é um adolescente como qualquer outro, exceto por sua fascinação por super-heróis. Ele, aliás, vai além e decide se tornar um. Com uma fantasia estranha e bastante força de vontade, ele encarna Kick-Ass. Só que ele pouco consegue fazer além de apanhar. No meio de suas tentativas frustradas, é salvo por dois distintos heróis: Big Daddy (Nicolas Cage) e Hit Girl (Chloë Moretz), que estão em uma cruzada para eliminar um perigoso líder do crime, Frank D’Amico (Mark Strong).

O melhor de “Kick-Ass” é a falta de preocupações com o politicamente correto. Pessoas morrem neste filme, e às vezes de formas horrendas. O que mais causou furor foi o papel da pequena Chloë Moretz (“500 Dias com Ela”), como Hit Girl: ela xinga e mata sem piedade, quando não faz as duas coisas ao mesmo tempo. Hit Girl só ajuda a dar mais frescor ainda a “Kick-Ass”. A menina dá um show, aliás. Aaron Johnson conduz muito bem a sua parte, a do jovem comum que tenta fazer algo extraordinário, emprestando um pouco do humor de filmes como “Superbad”. E Nicolas Cage está impagável como Big Daddy, e vale o filme.

Com um desfecho mais otimista e doce que a graphic novel (mas que funciona perfeitamente no longa), Kick-Ass é uma diversão atípica: choca e provoca o riso na mesma medida, conseguindo também privilegiar seus personagens sem jamais sacrificar a história. É, em suma, tudo o que Heróis Muito Loucos tentou ser e não conseguiu – e, apenas por isso, já mereceria gerar sua própria franquia. Hit-Girl merece voltar às telas.

“Kick-Ass” é diversão garantida, apesar de estarmos em uma época onde esta expressão é usada para qualquer coisa. Deixe de lado aqueles filmes de ação meia-boca que entopem os cinemas todas as semanas e mergulhe no universo desta história maluca. Ninguém vai querer sair.

Créditos: Ricardo Prado

O Grande Mestre

Se Hollywood costuma gerar tantas cinebiografias de seus ídolos do cinema, figuras políticas e outros nomes importantes para a cultura norte-americana, natural que em Hong Kong surja um longa-metragem que homenageie um dos maiores nomes naquilo em que eles sejam especialistas: as artes marciais.

É o caso dessa produção que retrata – como diz o título em português – um dos grandes mestres do kung fu: Yip Man, símbolo das artes marciais chinesas e que teve entre seus discípulos o também lendário Bruce Lee.

Realizado por um diretor com certa experiência, o longa tem como protagonista o ator Donnie Yem (participação em “Blade 2”), que soube compor um personagem  tanto para as cenas do cotidiano como as seqüência de ação.

Aliás, as coreografias formam o ponto forte da produção, com duelos divertidos e bem filmados que ajudaram o filme a fazer sucesso de público no Oriente (garantindo uma continuação para esse ano mantendo diretor  e ator principal) e ser premiado em eventos importantes do cinema asiático como o Festival Estudantil de Pequim (Diretor e Ator), Fant-Asia Film Festival e o Hong Kong Film Awards.

A trama ora tenta soar engraçada, ora periga descambar para o melodrama, não dá maiores explicações sobre como Yip Man tornou-se um grande lutador e faz uso da ficção para tentar emocionar o espectador .

Mas se você não levar em conta esses deslizes, presenciará ótimas cenas de luta, como aquela em que o protagonista, prisioneiro do exército japonês que invadiu a China, desafia dez lutadores rivais para conseguir arroz e vingar a morte de um amigo. Ou o clímax do longa – um duelo entre Yip Man e um general nipônico.

O Grande Mestre” é lançado direto em home vídeo no Brasil acertadamente. No cinema passaria em branco, mas em DVD tem tudo para encontrar seu público-alvo: fãs de e interessados em artes marciais. Só não caia na estratégia de divulgação que tanto fala em Bruce Lee.

Se você está interessado no filme para curtir referências ao astro de “Operação Dragão” (que neste só é citado nos créditos finais), aguarde a continuação, que focará o período em que Yip Man viveu em Hong Kong e depois conheceu um jovem Bruce Lee, a quem ensinou o Wing Chum.

A marca desportiva entrou no Mundial de Futebol para ganhar. A aposta mete criaturas estranhas e humanos à mistura, uma autêntica guerra de estrelas…literalmente! Jogadores de futebol, criaturas intergalácticas e figuras da pop são as mais recentes caras do anúncio da marca Adidas. Todos eles juntos numa temática: o Mundial de Futebol em versão Star Wars.

A campanha vai ser exibida durante a Copa do Mundo da África. E, aproveitando o lançamento recente de uma coleção baseada em “Guerra nas Estrelas”, a marca leva um time de famosos para a Cantina Mos Eisley, o bar que aparece em “Uma Nova Esperança”.

O anúncio começa com a frase “Quatro minutos antes do pontapé de saída...”. Tudo se passa na famosa cantina Mos Eisley, a cantina do planeta Tatooine, no filme Star Wars, o lugar propício a “misturar” todas estas espécies de “criaturas”.

Usando as cenas em que Han Solo e Chewbacca se encontram pela primeira vez com Luke Skywalker, a propaganda faz com que os personagens interajam com David Beckham, Daft Punk, Snoop Dogg, Franz Beckenbauer, Noel Gallagher, Ian Brown, Ciara, Jay Baruchel e DJ Neil Armstrong. Do lado de fora do bar, uma placa anuncia que o pessoal está lá para assistir à Copa do Mundo.

As cenas em que Han Solo pergunta aos músicos do Daft Punk se eles já ouviram falar da Millenium Falcon. Também é demais quando Greedo diz a Beckham que Jabba quer que ele jogue em seu time.

Assista o vídeo,  AQUI

Confira as dicas de lançamentos que chegam nesta semana nas locadoras:

Quando em Roma

Quando em Roma’ acompanha uma agente imobiliária bem-sucedida, mas que não consegue se dar bem no amor. Quando sua irmã mais nova revela que irá se casar, em Roma, ela viaja para comparacer à cerimônia e pegar moedas em uma famosa fonte do amor. Quando volta, começa a receber visitas de homens apaixonados, como um magnata (Danny DeVito), um mágico (Jon Heder), um pintor (Will Arnett) e um modelo (Dax Shepard).

Elenco: Kristen Bell, Josh Duhamel, Anjelica Huston, Dax Shepard, Danny DeVito, Jon Heder, Will Arnett, Don Johnson.

Direção: Mark Steven Johnson Gênero: Comédia Romântica  Trailer: Aqui

A Caixa

O que você faria se lhe entregassem uma caixa com apenas um botão e que se você o apertasse lhe deixaria milionário mas, ao mesmo tempo, tirasse a vida de alguém que você não conhece? Norma Lewis (Cameron Dias) é uma professora e o seu marido, Arthur (James Marsden), é um engenheiro da NASA. Eles são um casal com um filho que leva uma vida normal morando no subúrbio. Tudo muda quando um misterioso homem aparece com uma proposta tentadora: a caixa. Norma e Arthur têm 24 horas para fazer a escolha. Logo eles irão descobrir que certas escolhas estão fora de seu controle e vão muito além da fortuna e do destino.

Elenco: Cameron Diaz, Frank Langella, James Marsden, Gillian Jacobs, Michele Durrett.

Direção: Richard KellyGênero: Terror  Trailer: Aqui

Preciosa

Claireece Jones Precious sofre privações inimagináveis em sua juventude. Abusada pela mãe, violentada por seu pai, ela cresce pobre, irritada, analfabeta, gorda, sem amor e geralmente passa despercebida. A melhor maneira de saber sobre ela são suas próprias falas: “Às vezes eu desejo que não estivesse viva. Mas eu não sei como morrer. Não há nenhum botão para desligar. Não importa o quão ruim eu me sinta, meu coração não para de bater e meus olhos se abrem pela manhã. Uma história intensa de adversidade e esperança.

Elenco: Mo’Nique , Paula Patton, Mariah Carey, Gabourey Sidibe, Sherri Shepherd, Lenny Kravitz, Chyna Layne.

Direção: Lee Daniels Gênero: Drama   Trailer: Aqui

Sedução

Inglaterra. Mrs. G (Eva Green) é professora de uma austera escola para garotas. Enquanto a maioria das professoras são severas e rígidas, Mrs. G é uma mulher a frente de seu tempo, com espírito jovem e aventureiro, fazendo questão de transmitir isso para suas alunas. Mas, o destino está prestes a mudar, quando a jovem e bela Fiamma (Maria Valverde), uma estudante espanhola, se matrícula na escola. A garota insiste em preservar sua independência o que chama a atenção de Mrs. G. Conforme os laços se tornam mais íntimos, segredos e mentiras virão à tona com a descoberta de que a relação entre professora e aluna é mais do que simplesmente acadêmica.

Elenco: Eva Green, Juno Temple, María Valverde.

Direção: Jordan Scott Gênero: Drama   Trailer: Aqui

Testemunhas de uma Guerra

Mark (Colin Farrell) e David (Jamie Sives) são amigos e experientes fotógrafos de guerra que buscam imagens no Kurdistão, uma região considerada muito perigosa. Mark, ambicioso, quer ficar mais uns dias no campo de guerra, em busca de uma foto exclusiva, mas David só pensa em voltar para a sua esposa, pois já não agüenta mais tanta violência. Mark acorda em sua cidade natal, repleto de ferimentos e hematomas e descobre que David não conseguiu voltar. Incapaz de reassumir sua vida, desorientado e confuso, Mark preocupa a todos, especialmente sua esposa Elena (Paz Vega) que se preocupa não só com Mark mas com o mistério que envolve o desaparecimento de David.

Elenco: Colin Farrell, Paz Vega, Christopher Lee, Kelly Reilly, Juliet Stevenson.

Direção: Danis Tanovic Gênero: Drama/Guerra   Trailer: Aqui

Ninja

Um Ninja Americano viaja do Japão para os Estados Unidos com a missão de impedir que uma valiosa coleção de armas caia nas mãos da perigosa Yakuza. A história continua tão verdadeira hoje como era no tempo do antigos Samurais: as armas do Ninja tem poderes lendários tanto para o bem quando para o mal. As armas mortais do último Koga Ninja foram confiadas a um aprendiz americano de Ninjitsu estudando no Japão. Instruído pelo seu Sensei a retornar para Nova York e proteger as armas a todos custo, ele deve derrotar os assassinos da Yakuza que estão em seu encalço e, ainda, impedir que o poder das armas caiam nas mãos erradas.

Elenco: Scott Adkins, Tsuyoshi Ihara.

Direção: Isaac Florentine Gênero: Ação  Trailer: Aqui