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ROBIN HOOD

O mitológico herói inglês do século 13 já apareceu nas telonas e nas telinhas em mais ou menos uma centena de filmes, tendo sido encarnado por atores como Errol Flynn, Sean Connery, Kevin. O consagrado diretor Ridley Scott trás às telonas uma versão enfadonha e apática do herói saqueador. Scott fez de Robin Hood uma espécie de Coração Valente protagonizado pelo .

O roteiro deste filme segue a cartilha dos grandes estúdios quando querem reavivar franquias que encontravam-se nas cinzas, escrito por Ethan Reiff e Cyrus Voris (criadores também do argumento da animação “Kung Fu Panda”) onde seria contada a origem do herói, como tudo começou. Uma espécie de “Robin Hood Begins”. Com a entrada do diretor Ridley Scott no projeto, o roteirista Brain Helgeland (do recente “Zona Verde”) reescreveu parte do material original, e o resultado chega agora aos cinemas.

A história é passada na Inglaterra do século XII, quando morre o rei Ricardo I (Danny Huston, o Poseidon de “Luta de Titãs”), a quem o arqueiro Robin (Russel Crowe) era fiel. Sem o líder, Robin e um pequeno grupo de amigos abandonam o exército inglês, já bastante abatido pela longa e pouco proveitosa Cruzada empreendida pelo então Rei Ricardo. O reino está acéfalo e combalido. Um golpe do destino, porém, faz com que Robin e seus companheiros cruzem seus caminhos com Godfrey (Mark Strong, o vilão de “Sherlock Holmes”), que se faz passar por conselheiro do novo Rei João (Oscar Isaac), mas que na verdade é um traidor disposto a entregar a Inglaterra à inimiga França.

O roteiro erra ao abrir várias linhas narrativas simultâneas, e não apresentar uma dramaturgia consistente o suficiente para sustentar nenhuma delas. A forma aleatória como os fatos se desenrolam chega a ser primária, como o retorno do heroi ao lugar de sua infância, ou a repentina resolução de seus flash-backs.

O humor aguçado e as inúmeras confusões em que Robin se metia não aparecem neste filme, que não passa de um drama arrastado e sem a menor graça, apesar da produção muitíssimo bem cuidada, da bela fotografia, com boas cenas da batalhas… mas que não funciona enquanto filme. Apesar das proporções épicas, da volta da dupla Crowe/Scott (sucesso em “Gladiador”), das belas locações na Inglaterra e no País e da Gales, e até da sempre ótima Cate Blanchett, este novo “Robin Hood” é um tédio.   O longa estréia em 14 de Maio.

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Novo Robin Hood

A nova versão de Robin Hood chega aos cinemas em 14 de maio deste ano. Dirigida por Ridley Scott (Cruzada), retoma a parceria do diretor com o ator Russel Crowe, com quem filmou o oscarizado (e muito bom) Gladiador. O filme vem sendo anunciado como uma versão definitiva para explicar a origem do mito do arqueiro fora da lei que combateu a tirania na Inglaterra feudal, conhecido por roubar dos ricos para distribuir aos pobres. A idéia é mostrar como o nobre Robin de Locksley, após voltar das Cruzadas e descobrir que seu pai, o barão de Locksley foi morto e teve os bens confiscados, inicia uma espécie de “revolta popular” contra o príncipe João, usurpador do trono de Ricardo Coração de Leão, mítico rei inglês que fez uma longa campanha nas Cruzadas.

Quem se lembra da versão de Kevin Costner nos anos 90 – O príncipe dos ladrões – sabe que o cerne da lenda continua o mesmo, mas desta vez, a leitura será feita ao estilo de Ridley Scott. Além de Crowe, sempre à vontade no papel de herói, no elenco estão Cate Blanchett (como Lady Marion, a amada de Robin) e William Hurt.

Ninguém sabe se Robin de Locksley de fato existiu, mas caso tenha sido alguém de carne e osso, teria vivido no século XIII. A primeira referência ao personagem aparece em um poema de 1377, escrito por William Langand. No entanto, historiadores do feudalismo na Inglaterra dizem que Langand na verdade colocou no papel uma série de lendas e contos que já circulavam anos antes entre o povo.

Robin Hood já foi transposto para o cinema uma infinidade de vezes, além de inspirar outros personagens da literatura ao longo dos séculos. Atores igualmente míticos como Errol Flynn e Douglas Fairbanks já encarnaram o salteador na tela grande, nos anos 20 e 30 do século XX. Não dá para esquecer ainda a versão em animação, dos estúdios Disney, de 1973, e nem o já citado filme de Costner, de 1991, sucesso absoluto de bilheteria na sua época, com os maravilhosos Morgan Freeman e Alan Rickman no elenco. E quem consegue esquecer a célebre frase do vilão Rickman prometendo arrancar o coração de Robin com uma colher? De lá para cá, nenhum outro diretor tinha se aventurado a recontar a história, até que surge, 19 anos depois, essa versão de Scott .                                                                    Trailer Aqui