Archive for agosto, 2013


trekconOs fãs da saga Star Trek têm encontro marcado na 17ª TrekCon – Convenção de Ficção Científica, que acontece no dia 3 de agosto, das 14h às 19h, no Memorial de Curitiba. O tradicional encontro dos aficionados pela série televisiva Star Trek (também conhecida no Brasil como Jornada nas Estrelas) terá várias atrações: palestras, debate, apresentação de grupo de dança, concurso de fantasias (cosplay), exposição de memorabilia (itens de coleções) e estandes de divulgação de outros fã-clubes do gênero, que reúnem admiradores de Star Wars , Doctor Who, X-Files e Steampunk, entre outras produções de ficção científica para o cinema e para a televisão.

As convenções e os amantes de Star Trek estão espalhados por vários países. O grupo de Curitiba, denominado Federação dos Planetas Unidos, é um dos mais atuantes do Brasil, e realiza anualmente o encontro que atrai também trekkers de outros estados brasileiros. Pelo menos 500 pessoas transitam pela convenção. Mesmo quem não faz parte do fã-clube pode participar e conhecer os personagens que há quase cinco décadas encantam gerações – Capitão Kirk, Senhor Spock, Doutor McCoy, entre outros famosos tripulantes da nave Enterprise e demais viajantes da Frota Estelar.

A chamada série clássica de Star Trek estreou nos Estados Unidos em 1966. Chegou ao Brasil no final daquela década e conquistou uma geração de crianças e jovens, que até hoje cultivam a paixão pela ficção científica. Foi assim com Roberson Mauricio Caldeira Nunes, 52 anos, presidente da Federação dos Planetas Unidos, a associação que reúne os trekkers curitibanos. “Assistia às séries pela TV ainda em preto branco”, relembra Roberson, que também participa ativamente de outros fã-clubes, como o Conselho Jedi Paraná, o Arquivo X Brasil, a Loja Paraná do Conselho Steampunk e o Whovians Paraná.

Todos esses grupos formam uma legião de amantes da ficção científica, cuja admiração não se limita às produções televisivas ou cinematográficas, mas se estende para outros campos de interesse, como ciência, tecnologia e cultura pop. As séries Jornada nas Estrelas e Guerra nas Estrelas também estão nos quadrinhos e daí a aproximação entre os fã-clubes e a Gibiteca, unidade da Fundação Cultural de Curitiba que foi uma das primeiras a acolher esse tipo de manifestação. As primeiras reuniões aconteceram na Gibiteca e depois, como foram ganhando corpo, passaram a ocupar espaços maiores, como o Memorial de Curitiba. A própria coordenadora da Gibiteca, Maristela Garcia, é uma fã. “Tenho todos os filmes de todas as séries, coleciono tudo o que se refere a eles. Sou apaixonada por Star Trek”, diz.

Nesses anos todos, novos admiradores foram chegando, na medida em que novas produções foram surgindo. Depois de Jornada nas Estrelas, foram feitas outras séries derivadas, inclusive desenhos animados, cujas histórias se passam no mesmo universo, mas em diferentes épocas, entre os séculos XXII e XXIV. Em 2009 estreou no cinema o filme “Star Trek”, e agora neste ano sua continuação, “Além da Escuridão”, com os mesmos personagens da versão original, porém em outra linha temporal. Para o presidente da Federação dos Planetas Unidos a retomada da série terá, sem dúvida, um efeito: aumentar cada vez mais o número de admiradores do universo fictício de Star Trek.

Fonte: Fundação Cultural de Curitiba

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official-avatar-movie-poster-normalO universo de ‘Avatar’, criado pelo diretor James Cameron, deve ganhar três novos filmes, se tornando assim uma quadrilogia, como revela reportagem do site Variety. Os rumores acerca do assunto circulam há algum tempo e o calendário de estreia previsto para os filmes é de ‘Avatar 2’ em 2016, ‘Avatar 3’ em 2017 e ‘Avatar 4’ em 2018, todos com lançamento no mês de dezembro.

Os roteiros das continuações estão sendo escritos por Josh Friedman, criador da série para TV ‘Terminator: The Sarah Connor Chronicles’, Rick Jaffa e Amanda Silver, de ‘Planeta dos Macacos: A Origem’, e Shane Salerno, de ‘Selvagens’.

Atualmente, James Cameron está morando na Nova Zelândia e trabalhando na pré-produção dos novos longas.  Cameron afirmou que as gravações dos novos longas-metragem devem começar somente quando ele finalizar os dois roteiros – o diretor não cumpriu o prazo para a finalização dos roteiros, que terminou em fevereiro.
Os novos filmes que deverão compor a franquia irão contar com novos recursos tecnológicos como sistemas de captação de movimento dos atores debaixo d’água. A informação foi divulgada pelo produtor Jon Landau durante o NAB Technology Summit on Cinema em Las Vegas, Estados Unidos.

“Depois do final de Avatar nós mantivemos uma equipe de artistas digitais trabalhando em testes de captura de movimentos submarinos. Nós podemos simular água em computação gráfica, mas não conseguimos simular a experiência do ator, por isso vamos fazer o processo de captura dentro de um tanque”, explicou Landau. O produtor acredita que com o uso das novas técnicas os próximos dois filmes, Avatar 2 e 3, serão visualmente ainda mais arrebatadores do que o primeiro longa-metragem da série.

A fixação de James Cameron pelos oceanos e mares fez com que ele desenvolvesse técnicas de computação gráfica para levar esse meio com realismo para as telonas do cinema, técnicas estas que podem ser vistas em ‘O Segredo do Abismo’ (1987) e ‘Titanic’ (1998).

Créditos: Bruno Hypólito

42_2Chega esse mês nas locadoras 42 filme que conta a história de dois homens – o grande Jackie Robinson e o lendário Branch Rickey, do Brooklyn Dodgers – cuja valente posição contra o preconceito mudou para sempre o mundo, começando pelos jogos de beisebol. Em 1946, Branch Rickey (Harrison Ford) se posicionou à frente da história quando colocou Jackie Robinson (Chadwick Boseman) na equipe, quebrando a linha racial da Liga Principal de Beisebol. Mas isso também colocou Robinson e Rickey na linha de fogo do público, da imprensa e, até mesmo, dos outros jogadores. Enfrentando o racismo desmedido de todos os lados, Robinson foi forçado a demonstrar tremenda coragem e autocontrole ao não reagir da mesma forma, sabendo que qualquer incidente poderia destruir suas esperanças e as de Rickey. Em vez disso, o número 42 deixou o seu talento no campo falar por si, e acabou conquistando os fãs e seus companheiros de equipe, silenciando os críticos e abrindo o caminho para que outros seguissem.

42 é um drama universal, embora piegas, cujo grande mérito não é retratar a trajetória tortuosa do dono da camisa 42 no beisebol, nem tampouco o trabalho nos bastidores de Rickey, mas devolver ao esporte a função precípua de inspirar, incentivar e unir. E mesmo que Jackie Robinson não exigisse tantas lágrimas e aplausos quanto os que Brian Helgeland introduz aqui, ao menos elas vêm a serviço de um bom filme que faz jus à lenda.                                                                                               

Gênero: Drama

Distribuidora: Warner Bros.

Estreia: Direto em DVD – Agosto de 2013

Poster-do-filme-ZarafaBaseado livremente num fato histórico – a chegada da primeira girafa à França, Zarafa, de Rémi Bezançon e Jean-Christophe Lie, é o segundo longa-metragem de animação francês lançado no circuito brasileiro este ano. O primeiro,Titeuf , de Zep, estreou em março. Isso é resultado do esforço governamental para impulsionar essa linguagem e com isso conquistar novos mercados para a produção audiovisual do país, que cresce e fatura prêmios.
Zarafa conta a história de Maki, um garoto sudanês de dez anos que é capturado e vendido como escravo depois de sua vila ser queimada. O menino foge, e encontra uma girafa e seu filhote. O traficante de escravos Moreno os captura e mata a mãe da girafinha. Maki promete então cuidar do animalzinho.

Quando Maki vai ser enviado a um campo de escravos, Hassan, um beduíno egípcio, o salva e batiza o animal de Zarafa (girafa em árabe). Como está a serviço do paxá do Egito, Muhammad Ali, decide oferecer a girafa ao rei da França, Charles X, para conseguir seu apoio na guerra contra os turcos.

Críticas sutis ao colonialismo europeu e referências a Júlio Verne e a Disney não são o que mais chama atenção nessa aventura. O que encanta é a bela paleta de cores, com tons dourados e quentes para o deserto, e azuis e frios para Paris. Além disso, a narrativa plena de fantasia, que inclui uma viagem de balão e piratas, e a linguagem simples e direta fazem a animação ser uma atração para adultos e crianças. Sem efeitos especiais e com poucas surpresas, é pela singeleza e criatividade que Zarafa emociona e cativa os espectadores.

Créditos:Gilson Carvalho