Poster-do-filme-ZarafaBaseado livremente num fato histórico – a chegada da primeira girafa à França, Zarafa, de Rémi Bezançon e Jean-Christophe Lie, é o segundo longa-metragem de animação francês lançado no circuito brasileiro este ano. O primeiro,Titeuf , de Zep, estreou em março. Isso é resultado do esforço governamental para impulsionar essa linguagem e com isso conquistar novos mercados para a produção audiovisual do país, que cresce e fatura prêmios.
Zarafa conta a história de Maki, um garoto sudanês de dez anos que é capturado e vendido como escravo depois de sua vila ser queimada. O menino foge, e encontra uma girafa e seu filhote. O traficante de escravos Moreno os captura e mata a mãe da girafinha. Maki promete então cuidar do animalzinho.

Quando Maki vai ser enviado a um campo de escravos, Hassan, um beduíno egípcio, o salva e batiza o animal de Zarafa (girafa em árabe). Como está a serviço do paxá do Egito, Muhammad Ali, decide oferecer a girafa ao rei da França, Charles X, para conseguir seu apoio na guerra contra os turcos.

Críticas sutis ao colonialismo europeu e referências a Júlio Verne e a Disney não são o que mais chama atenção nessa aventura. O que encanta é a bela paleta de cores, com tons dourados e quentes para o deserto, e azuis e frios para Paris. Além disso, a narrativa plena de fantasia, que inclui uma viagem de balão e piratas, e a linguagem simples e direta fazem a animação ser uma atração para adultos e crianças. Sem efeitos especiais e com poucas surpresas, é pela singeleza e criatividade que Zarafa emociona e cativa os espectadores.

Créditos:Gilson Carvalho