Category: Críticas


Crítica – Kick-Ass 2

Kick-Ass 2Em primeiro lugar, eu queria dar todos os méritos do filme à Chloë Grace Moretz, uma atriz que ainda é nova, mas que observando as suas últimas atuações (principalmente neste filme) ainda vai ter um grande futuro pela frente. Moretz tem se mostrado uma atriz dedicada, e que na hora de atuar, sabe muito bem o que está fazendo.

Pois bem, vamos ao filme. Este está bem diferente do primeiro. Enquanto Kick Ass (Aaron Taylor-Johnson) ainda estava se descobrindo como super-herói, neste ele está cansado de ser um, pois acha que corre grande perigo, mas depois recebe uma proposta para participar da liga Justice Forever, comandada pelo Coronel Estrelas (Jim Carrey).

Já as dificuldades de Hit Girl são bem diferentes. Ela precisa se encaixar no mundo em que ela vive agora, ou seja, nada de combater o crime. Outra dessas dificuldades é tentar se enturmar com as garotas populares do colégio que a tratam com desprezo.

O filme também se mostra bastante maduro. Temas como bullying, conflitos familiares, entre outros, estão muito bem representados.

Infelizmente o filme também possui os seus defeitos. O personagem de Jim Carrey, Coronel Estrelas, era pra ser um personagem mais sério, enquanto no filme ele chega a ser cômico. Com certeza foi o pior do elenco.

Outras mudanças também foram feitas em relação à HQ. A principal é que Kick Ass entra em um romance com Night Bitch. Mas essa é uma das mudanças que não modificaram tanto a trama do filme.

As cenas de ação empolgam, e muito. Além de serem cômicas, as partes em que Mother F*cker (Christopher Mintz-Plasse), junto com seu Mordomo, recruta o seu exército para combater Kick Ass são ótimas. Ah, e Mintz-Plasse também conseguiu transmitir um vilão exelente.

Kick Ass 2 é, com certeza o melhor filme do ano até agora (na minha opinião). Enquanto muitos filmes de super herói tentam fazer sucesso por aí apenas pelo grande número de efeitos especiais, Kick Ass 2 mostra como deve ser feito um filme de super herói de verdade.


Créditos:  Enrico Scafutto

 

Crítica – Zarafa

Poster-do-filme-ZarafaBaseado livremente num fato histórico – a chegada da primeira girafa à França, Zarafa, de Rémi Bezançon e Jean-Christophe Lie, é o segundo longa-metragem de animação francês lançado no circuito brasileiro este ano. O primeiro,Titeuf , de Zep, estreou em março. Isso é resultado do esforço governamental para impulsionar essa linguagem e com isso conquistar novos mercados para a produção audiovisual do país, que cresce e fatura prêmios.
Zarafa conta a história de Maki, um garoto sudanês de dez anos que é capturado e vendido como escravo depois de sua vila ser queimada. O menino foge, e encontra uma girafa e seu filhote. O traficante de escravos Moreno os captura e mata a mãe da girafinha. Maki promete então cuidar do animalzinho.

Quando Maki vai ser enviado a um campo de escravos, Hassan, um beduíno egípcio, o salva e batiza o animal de Zarafa (girafa em árabe). Como está a serviço do paxá do Egito, Muhammad Ali, decide oferecer a girafa ao rei da França, Charles X, para conseguir seu apoio na guerra contra os turcos.

Críticas sutis ao colonialismo europeu e referências a Júlio Verne e a Disney não são o que mais chama atenção nessa aventura. O que encanta é a bela paleta de cores, com tons dourados e quentes para o deserto, e azuis e frios para Paris. Além disso, a narrativa plena de fantasia, que inclui uma viagem de balão e piratas, e a linguagem simples e direta fazem a animação ser uma atração para adultos e crianças. Sem efeitos especiais e com poucas surpresas, é pela singeleza e criatividade que Zarafa emociona e cativa os espectadores.

Créditos:Gilson Carvalho

Wolverine2013Nas histórias em quadrinhos de Chris Claremont e Frank Miller, Wolverine carimbou o passaporte para o Japão pela primeira vez em 1982, em sua primeira HQ solo. A história serviu de inspiração para o longa, que agora leva aos cinemas o passado samurai de Logan/Wolverine, filme que mistura ação e suspense promete mostrar um lado mais humano e até frágil de Logan.

“Wolverine – Imortal” segue os acontecimentos de “X-Men: O Confronto Final”. Depois de matar Jean Grey (Famke Janssen) para salvar a humanidade, ainda atormentado Wolverine (Hugh Jackman)  resolve se isolar em uma floresta no Canadá, após fazer um juramento de não violência. A promessa chega ao fim ao mesmo tempo em que seu passado o alcança, quando Yuki (Rila Fukushima)  a mando do pai adotivo o leva para o Japão, ao encontro de Yashida (Hal Yamanouchi), que foi salvo por Logan em Nagasaki, no Japão, na época em que a bomba atômica foi detonada, no ano de 1945. Yashida quer a imortalidade de Logan (que considera isso uma maldição), oferece ao mutante – como forma de agradecimento – a chance de assumir os poderes de cura que o perturbam. Porém, a troca não é aceita.

Da recusa de Logan começa a trama bem-construída pelo diretor Jerry Mangold e os roteiristas Scott Frank e Mark Bomback, em que Logan precisa proteger a neta do bilionário, herdeira do clã, de uma rede de inimigos não claramente identificáveis.

O enredo tem o mérito de manter a forte personalidade do personagem e ainda dar-lhe uma triste carga emocional – que ele só abandona nas boas sequências de ação. Hugh Jackman – que assumiu o personagem em 2000 – desenvolveu com maestria a evolução do herói e mostra por que é o intérprete absoluto de Wolverine nos cinemas. Nas cenas de ação (com uma ótima sequência que se passa em cima de um trem bala) ou nas mais sérias o ator carrega a essência do personagem dos quadrinhos – e ofusca os companheiros de elenco.

O cenário do filme é um Japão contemporâneo, em que a alta tecnologia convive com tradições e códigos de honra milenares. A direção de arte remete esteticamente àquele das primeiras histórias em quadrinhos da Marvel: um país povoado quase inteiramente por mafiosos tatuados, ninjas, samurais e gueixas

Se comparada a outras adaptações para o cinema, “Wolverine – Imortal” representa uma nova fase para o herói, que volta em “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido” (deve estrear em 2014). Mesmo que com ritmo falho, o longa tenta não se apoiar tanto nas explosões e batalhas – desenvolve melhor seus personagens e entrega mais do que apenas efeitos especiais.

Créditos: Sandro Moser

Crítica – Turbo

turbo

Animação pensada para crianças, mas com gracinhas suficientes para divertir também os adultos, “Turbo”, de David Soren, parte de um paradoxo: um protagonista como Téo, um caracol de jardim que se transforma em piloto de automobilismo, na disputada prova das 500 Milhas de Indianápolis.
Nada mais lerdo do que um caracol, certo? Por isso mesmo, Téo (voz de Bruno Garcia na versão brasileira) é obcecado por velocidade. Não se conforma com a rotina diária de sua comunidade, que se limita ao trabalho numa pequena horta de tomates.
Téo passa as noites assistindo a vídeos de corridas de automobilismo, tendo como ídolo o metido campeão francês Guy Champeón — que é a cara do piloto Alain Prost, antigo rival de Ayrton Senna na Fórmula 1.
Chet, o irmão de Téo, é prudente e conservador. Tenta tudo o que pode para tirar a fixação por automobilismo, aparentemente absurda, da cabeça do caçula. Não funciona. Os dois acabam expulsos do jardim, depois de mais um incidente provocado pelo imprudente caracolzinho.
Os dois caem nas ruas da cidade e são capturados por Tito, um dos dois irmãos mexicanos donos de uma taqueria e que é louco por “corridas” de caracóis. Logo Téo e Chet vão conhecer uma turma de lesminhas como eles, só que bem acelerados: Chicote, Descolado, Derrape, Sombra Branca e a garota Brasa (voz de Ísis Valverde).
Apenas quando chega a este novo ambiente e disputa uma “prova”, Téo descobre que tem novos poderes. Ele os adquiriu durante uma escapada noturna, quando entrou num dos veículos que disputavam um racha e foi banhado num combustível aditivado. Por conta disso, o caracolzinho agora “acende” os olhos, como faróis, sintoniza rádios, faz barulhos como um carro e, o que é melhor, corre muito, deixando um rastro brilhante no chão.
Assumindo a identidade de suas fantasias, Turbo vai ser inscrito por Tito nas 500 Milhas de Indianápolis, não sem uma série de atribulações pelo caminho. Mas o regulamento não proíbe caracóis –quem pensaria nisto?– e Turbo vai se defrontar com seu ídolo, Guy, que mostra um lado bem mais competitivo na pista.
Bastante criativo e cheio de humor, o roteiro –assinado por Soren (corroteirista em “O Espanta-Tubarões”), Darren Lemke (corroteirista de “Shrek para Sempre”) e Robert D. Siegel (autor do script do drama “O Lutador”)– mantém o ritmo da animação, desenvolvendo uma turma de coadjuvantes marcantes e diversas sequências bem movimentadas.
Não tem nada de devagar a saga dos caracoizinhos, em que o estúdio Dreamworks parece ter dado uma boa tacada no território dominado pelas produções da Pixar.

 

Créditos: Neusa Barbosa

cropped-topo21“Corajosos” é o quarto lançamento da Sherwood Pictures, o ministério de cinema de Sherwood Church, em Albany, Georgia. O primeiro lançamento desde “À Prova de Fogo”, o filme independente número 1 de 2008, “Corajosos” se junta a “Desafiando Gigantes” e “A Virada” para emocionar vidas através de histórias sinceras de fé e esperança.

O policial Adam, interpretado por Alex Kendrick, produtor do filme e escritor de vários livros, incluindo À Prova de Fogo, tem uma bela família, e ótimos colegas de trabalho. No entanto, tem um pouco de dificuldade em lidar com seu filho adolescente Dylan, por quem não faz muita questão de se sacrificar. Mas por sua filha Emily, Adam é completamente apaixonado. Ao lado de Nathan, Shane e David, Adam busca ser um grande policial e combater todos os males de sua pequena, mas relativamente perigosa cidade. Em meio a tanto compromisso, Adam poucas vezes se preocupou com sua conduta como pai, até que uma informação sobre o grande mal que a ausência de um pai provoca na vida dos filhos, e posteriormente uma tragédia em sua própria vida o impulsionam a mudar completamente suas atitudes. Juntamente com seus amigos, Adam decide que precisa mudar como pai, e cria um estatuto, comprometendo-se com Deus a dar tudo de si para fazer de seus filhos pessoas de bem e fieis a Deus até o fim da vida.

O filme é baseado em como as famílias são afetadas quando o homem não cumpre bem seu papel dentro de um lar. Não pense que isso é machismo, porque não é. A mensagem é que os filhos precisam de bons pais, o que apenas retrata a dura realidade: quando os pais são ausentes, certamente o futuro mostra na vida dos filhos o quanto essa ausência deixa marcas profundas, marcas negativas. E de uma forma bem dramática, mas com pequenas cenas divertidas, o longa conseguiu mostrar que nada pode ter mais valor do que nossos filhos e os princípios que ensinamos a eles, tais como benevolência, abnegação, honestidade, pureza moral e de caráter. Todo o homem que é pai ou deseja ser deveria assistir ao filme Corajosos, este filme retrata exemplos de forma clara de como deve ser a conduta de um pai e a importância da família viver em comunhão com Deus.

 

Créditos: Márcia Denardi

cavaleiro solitario

O Cavaleiro Solitário, é a nova adaptação resultado da parceria Disney, Jerry Bruckheimer Films e Johnny Deep. O ambicioso projeto orçado em mais de 250 milhões de dólares visava a criação de mais uma franquia de sucesso  a ser explorada, mas ao que tudo indica isso não deve acontecer. A recepção morna que o filme teve nas bilheterias ao redor do mundo e as críticas negativas projetam um resultado muito aquém do esperado e põe em cheque até a permanência de Bob Iger. Ano passado em uma situação bem semelhante Rich Ross pediu demissão após o retubante fracasso de John Carter nas bilheterias.

A direção de O Cavaleiro Solitário coube a Gore Verbinski, anteriormente ele fez parceria com Deep nos dois primeiros filmes da cinesérie Piratas do Caribe e repetiu a dose na animação Rango. O elenco do filme ainda conta com as presenças de Armie Hammer (J. Edgar) fazendo o Cavaleiro Solitário, Helena Bonham Carter (Os Miseráveis) vivendo a prostituta Red, William Fichtner (O Homem Mais Procurado do Mundo) fazendo o pistoleiro Butch Cavendish, Ruth Wilson (Ana Karenina) fazendo a bela Rebeca Reid, e Tom Wilkinson (O Exótico Hotel Marigold) interpretando o empresário Latham Cole.

O Cavaleiro Solitário é uma aventura que mescla muito humor e ação que tenta apresentar esse herói mascarado para um público jovem e tornar a sua história divertida e interessante. O filme começa quando Tonto (Johnny Deep), o espírito guerreiro nativo americano narra a história da origem do herói e que foi responsável por transformar John Reid (Armie Hammer), um homem da lei, em uma lenda da justiça. Durante esta jornada estes dois improváveis companheiros precisam aprender a trabalhar juntos e lutar contra a ganância e a corrupção para enfim virarem heróis que passam a inspirar o imaginário de toda uma geração.

O filme já era esperado com certa desconfiança, talvez seja um personagem antigo que não  é muito conhecido do grande publico e  seu apelo comercial já poderia ter vencido, algo que aconteceu com O Fantasma (1996); filme estrelado por Billy Zane que foi um fracasso. O que animava era a presença de Johnny Deep, pois se ele conseguiu renascer o interesse do público por piratas porque não teria esse sucesso com westerns; mas infelizmente para tristeza de muitos o Tonto interpretado por Deep terminou refém de Jack Sparow.

Acreditava se que Verbinski iria utilizar um tom neste projeto próximo ao do que ele imprimiu em a A Mexicana (2001), que consegue ser engraçado/irônico ao mesmo tempo em que é um filme adulto. Mas a combinação do excesso de mentiras, piadas e as explicações minuciosas de todos os aspectos da trama fizeram com o que o filme ficasse demasiadamente longo, chato e bem infantil. O Cavaleiro Solitário infelizmente fica bem abaixo da qualidade os nomes envolvidos e ao que tudo indica vai “matar” a chance de mais um herói ter continuidade nas telas de cinemas, pelo menos por um bom tempo.

Créditos: Silvano Vianna

Crítica – Homem de Aço

cartaz-o-homem-de-acoEstreia nesta sexta-feira nos cinemas o longa-metragem O Homem de Aço, que promete dar início a mais uma sequência de filmes do herói Super-Homem.

Adaptar histórias de sucesso para o cinema é sempre difícil. Quando a adaptação em questão é de um dos personagens de quadrinhos mais populares de todos os tempos, então, é ainda mais complicado. Por isso foi árdua a tarefa que o diretor Zack Snyder (300Watchmen) recebeu ao aceitar comandar Homem de Aço.

Desta vez, um novo olhar, ainda mais apoiado em efeitos especiais e um orçamento estimado em US$ 225 milhões, Snyder não só teve de trazer Clark Kent para os dias atuais, como também de fazê-lo à altura dos recentes sucessos na transposição de heróis para as telas, como o Batman de Christopher Nolan – aqui, aliás, como produtor do longa. É justo dizer que ele conseguiu cumprir ao menos parte da tarefa.

O longa-metragem começa com o nascimento de Kal-El (o Super-Homem) no planeta Krypton – fadado ao fim. O bebê logo é enviado à Terra por seu pai, o cientista Jor-El (Russell Crowe). Conselheiro de Krypton, o personagem é jurado de vingança pelo general Zod (Michael Shanon), vilão que ele impede de tomar o poder. Antes de ser preso, porém, Zod promete ir atrás do filho do inimigo no futuro, na Terra, adotado por um casal pacato, Jonathan (Kevin Costner) e Martha (Diane Lane) e Kal-El (Henry Cavill) passa a se chamar Clark Kent.

Assim como o Batman de Nolan, Clark Kent é um homem atormentado, o que é enfatizado logo no início, em uma longa sequência que mostra o herói em uma jornada para descobrir quem é e de onde veio – o que acaba levando, também, à sua transformação em Super-Homem.

A sua luta para se adequar à vida na Terra é apresentada por meio de memórias de sua infância. Quando descobre sua origem, porém, ele se transforma em Super-Homem e atrai a atenção de Zod. Como prometido, o vilão tentará dominar o filho de Jor-El e a Terra, cabendo ao herói enfrentar o inimigo. E  assim permanece, até que seu caminho cruza com o da repórter Lois Lane (Amy Adams), que investiga a descoberta de uma suposta nave espacial sob o gelo. É aí que o herói vai descobrir sua verdadeira identidade .

No clímax de  “O Homem de Aço” em sua reinvenção cinematográfica do herói, Superman enfrenta o General Zod em uma batalha de superseres jamais vista no cinema. Em outras palavras: o número de corpos nos destroços é imenso, a destruição é quase interminável. Imagine o clímax de “Os Vingadores” turbinado por um Michael Bay em escala maior do que no terceiro “Transformers”.

Mostrando-se muito melhor que seu horrendo antecessor, Homem de Aço tem tudo para ser o primeiro de uma série de grandes filmes de um herói por muito esquecido.

MMF2Sequências de animações costumam pecar pelo excesso. Na ânsia de apresentar novidades, elas com frequência oferecem uma overdose de personagens e situações que termina por quebrar o encanto que havia no filme original. “Meu Malvado Favorito 2” foge a essa sina apostando na máxima “em time que está ganhando não se mexe”.

A continuação repete as duplas originais de diretores e de roteiristas e preserva o foco nos pontos fortes do filme original. A saber: a relação do vilão regenerado Gru com Agnes, Margô e Edith, as garotinhas que adotou, e as trapalhadas cometidas pelos minions, assistentes do protagonista com forma de batata e linguajar incompreensível.

O coração da sequência ainda é a questão da paternidade. Antes de ser vilão, Gru é homem –portanto, alguém com tendência a ser bruto, despreparado para o afeto. A beleza está na transformação de Gru em um ser altruísta, que começou no primeiro filme e se completa no segundo–e que torna a animação recomendada aos pais.

Se o amor de Gru pelas filhas responde pela emoção, os minions representam o alívio cômico. Os roteiristas e diretores tiveram a sabedoria de aumentar o espaço dado a eles, o que garante ótimos momentos de humor visual.

Mantidas essas bases do primeiro filme, “Meu Malvado Favorito 2” oferece uma virada na trama. Gru, agora um pacato pai de família, é convocado pela Liga Anti-Vilões para encontrar um bandido escondido em um shopping.

Na missão, conta com a ajuda da agente Lucy Wilde. O principal suspeito da dupla é El Macho, um ex-vilão que se tornou dono de um restaurante mexicano. A maior novidade é a paixão que Gru desenvolve por Lucy, ao mesmo tempo em que sua filha mais velha cai de amores pelo filho de El Macho.

Mais do que o vilão, o protagonista terá que enfrentar a própria timidez e a adolescência da filha, acompanhada pelo temor de perdê-la para outro amor –algo que qualquer pai poderá compreender.

Ao equilibrar-se entre humor e sentimento, “Meu Malvado Favorito 2” mantém a essência e a qualidade do filme original –e fica acima da média das animações que estrearam neste ano.

Muitos ainda resistem em assistir às versões dubladas nos cinemas. No entanto, em “Meu Malvado Favorito 2’’, vale a pena dar uma chance ao filme em português.

Na dublagem o  humorista Leandro Hassum novamente dá voz ao personagem Gru -como já havia feito em “Meu Malvado Favorito’’ (2010).

Com relação aos novos personagens, Maria Clara Gueiros foi escalada para dublar Lucy, a agente da Liga Anti-Vilões. No núcleo dos malvados, cantores marcam presença. Sidney Magal, por exemplo, interpreta o divertidíssimo vilão El Macho, dono de um restaurante e pai de Antonio, amigo de Margo.

O garoto, por sua vez, ganha a voz do cantor Arthur Aguiar (ex-integrante do Rebeldes).

 

 

 

Créditos: Ricardo Calil

Guerra-Mundial-Z-posterNa sequência inicial de Guerra Mundial Z, os cinéfilos apaixonados por cinema de terror vão identificar semelhanças entre a trilha sonora do filme e “Tubular Bells”, tema de O Exorcista, escrito por Mike Oldfield. Embora seja inferior em todos os aspectos ao clássico de William Friedkin, o novo longa-metragem do suíço Marc Forster (de Em Busca da Terra do Nunca e 007 – Quantum of Solace) tem o mérito de tentar, às vezes com êxito, dar um tanto de complexidade a um blockbuster de verão, cujo tema central é uma epidemia planetária que está transformando a humanidade em zumbis

O filme, se inicia já em clima apocalíptico: uma colagem de trechos de telejornais, costurados para sugerir ao espectador que o mundo anda mal das pernas, cambaleando em direção ao abismo. Na Filadélfia, Gerry Lane (Brad Pitt), sua mulher (Mireille Enos) e suas duas filhas (Sterling Jerins e Abigail Hargrove) são vistos no carro da família, dirigindo do subúrbio onde moram rumo ao centro da cidade

Embora o filme não deixe isso exatamente claro, a narrativa sugere que há algo de [muito] errado ocorrendo – além do já corriqueiro congestionamento nas autoestradas, ouve-se uma explosão, sirenes de polícia, até que surge uma figura assustadora que pode ou não ser um homem já contaminado pelo vírus. O homem se choca contra o para-brisa, mas não fica claro ainda se ele já é um morto-vivo ou não. Pode ser apenas alguém cheio de raiva, em um dia de fúria. Essa dubiedade, que marca o filme do início ao fim, é seu maior trunfo.

Vivemos uma era de obviedades, de um cinema comercial feito para espectadores com idade mental de adolescentes, que querem tudo mastigado, explicado, e Guerra Mundial Z, embora não seja nenhum O Exorcista, ao menos tenta optar por soluções narrativas menos óbvias.

Gerry, um ex-investigador das Nações Unidas, passa boa parte da trama viajando pelo mundo em busca da origem do vírus e sua possível cura, mas o espectador pode intuir quais sejam as possíveis causas do mal: o filme fala tanto de zumbis quanto da crise econômica mundial, da ameaça do terrorismo, dos levantes populares que brotam mundo afora, inclusive no Brasil.Embora não tenha a proposta de discutir aspectos mais sociológicos de histórias de zumbis mais ousadas, como a do seriado The Walking Dead.

O filme se desenvolve como um filme de aventura em que os zumbis são os obstáculos à evolução da civilização como a conhecemos. Poderiam ser aliens e a fórmula serviria do mesmo jeito. Forster filma ação com habilidade e tem à disposição Pitt e Enos, que são muito convincentes em seus retratos de pais e mães preocupados em manter a família unida. É o que salva o filme de se transformar em mais do mesmo, Guerra Mundial Z acerta ao não ser apenas um filme de ação com elementos de horror. Essa revolução zumbi sugere o que pode acontecer ao planeta se o caos se instaurar. A humanidade irá para o ralo e viraremos todos cadáveres anunciados.

Créditos: Paulo Camargo

universidade-monstros

É impossível não simpatizar de cara com Mike Wazowski. Desde pequenininho, o “zoiudo” sonhava em ser um monstro assustador

Seguindo a tendência de Hollywood de se contar a origem de personagens já consagrados, a bem sucedida e lucrativa parceria entre Disney e Pixar repete a fórmula e não deixa a desejar em Universidade Monstros.

O retorno às origens dos funcionários ícone da Monstros S.A. parte da premissa de contar como Mike Wazowski e James P. Sullivan se conheceram, ainda na faculdade. Ambos sonhando em se tornar grandes assustadores, Mike (Billy Cristal, na versão original), passando longe de ser assustador, entrava na faculdade dado todo o esforço desde pequeno. Já Sully (John Goodman) entrava na universidade caminhando na sombra do pai que carregava um nome já tradicional no “ramo do susto”.

Focado em Mike, o filme trata de forma interessante o fato de sua aparência não ajudar no ramo em que ele deseja seguir. E um dosMaik pontos positivos do roteiro é o de se deixar levar pelo clichê, pela velha fórmula, só que ao estilo Disney. Mike e Sully, respectivamente o nerd e o popular, inicialmente estão longe de formar qualquer amizade, principalmente depois de serem expulsos do “programa de assustadores de elite da universidade”. Mas, não tendo outra alternativa para voltar ao programa senão trabalharem juntos, sobra espaço para que a relação entre eles floresça de forma natural e divertida.

É interessante destacar a evolução (muito natural, por estarmos dez adiante do filme original; hardwares mais eficientes, softwares mais rápidos, novos renders) deste filme em relação ao último. Já é quase possível tocar as rugas ou sentir a viscosidade da pele de alguns monstros gerados pelo CGI. O brilho dos olhos de Mike é incomparável e dá vontade de entrar na tela pra abraçar o volumoso braço peludo de Sully. O 3D, que poderia tirar maior proveito de todos esses elementos, acabou ficando em segundo plano, mas nas cenas em que se faz mais necessário, cumpre bem o dever.

Outro ponto positivo vai pra Randy Newman, que retorna à trilha sonora e acerta na temática universitária com uma trilha mais animada e talvez até barulhenta se comparada ao dançante jazz do filme anterior. E ainda que seja mais espalhafatosa, é em um dos pontos altos do longa (e mais dramáticos), entre Sully e Mike, que ela se ausenta e deixa a cargo dos atores e da equipe de animação a função de sensibilizar o espectador, cujo trabalho é feito com maestria.

Mesmo deixando de aproveitar todo o potencial do 3D, ou explorar a rivalidade entre Randall (voz de Steve Buscemi) e Sully (que até poderia ser menos explícita), nenhum desses fatores desmerece a produção que continua no mesmo patamar da anterior. O filme continua com o humor bem colocado, uma história consistente e com personagens tão carismáticos quanto os que geralmente conquistam um espaço na memória pueril.

Universidade Monstros é o filme que faz jus ao espírito universitário: cheia de emoção e que brota o saudosismo no final. O bom do filme é que, depois que ele acabar, ainda tem a próxima sessão pra começar tudo de novo.

Créditos: Luan Tannure


star trek

Tão grandioso e impactante quanto seu antecessor, “Além da Escuridão – Star Trek”  equilibra-se entre fazer todo tipo de referência ao filme anterior e reverência a elementos já consagrados daquele universo.

J.J. Abraham o criador de “Lost”, que em 2009 deu nova vida à saga da boa e velha série “Jornada nas Estrelas”, com o filme “Star Trek”, volta a escalar a tripulação da Enterprise para novas aventuras em “Além da Escuridão – Star Trek”, que se mantém totalmente fiel aos costumes antigos é candidato a blockbuster do fim de semana.

 Benedict Cumberbatch, construiu um vilão tão ameaçador quando o Nero do primeiro filme, mas muito mais tridimensional e inteligente seu personagem Khan é um terrorista alienígena que planeja destruir a Terra, como vingança contra algo que aconteceu no passado contra seu povo.

Para isso, ele consegue atrair a atenção de Kirk (Chris Pine) e Spock (Zachary Quinto), que saem à sua procura a bordo da espaçonave já conhecida de várias gerações de fãs. Incorporada à tripulação está a bela Carol (Alice Eve), filha do almirante Marcus (Peter Weller, de “Robocop”), a quem Kirk terá que se reportar. A bordo, o almirante embarcou um arsenal bélico, cuja finalidade continuará misteriosa durante boa parte do filme.

 Idealizado para atingir uma geração de fãs mais jovens, aproveitando os efeitos do 3D, o diretor remete ao espectador a combinação perfeita de sequências de ação de cair o queixo com dramas pessoais cativantes.

A exploração do universo e a busca de outras formas de vida fora da Terra, parte central do seriado televisivo, acabam ficando em segundo plano, o que é uma pena para quem gosta de ficção científica.

Trailer legendado de “Além da Escuridão – Star Trek”

Créditos – Luiz Vita/Leandro Steland

A Hora do Pesadelo (2010), a refilmagem da franquia que lançou seis filmes em sete anos, chega com o terreno já estabelecido. Afinal, Craven já fez o trabalho grosso (inventar) e o novo diretor, Samuel Bayer, chegou apenas para executar e ressuscitar Krueger, morto no episódio 6.

Bayer não realiza um grande trabalho de direção, A Hora do Pesadelo serve apenas aos mais jovens que não tiveram contato com o início da franquia. Em outras palavras, o filme é um esforço comercial de atingir o fiel público das produções de terror, formado por muitos jovens.

O principal pecado da refilmagem é padecer de um antagonista poderoso. Freddy, óbvio, continua sendo instigante e a interpretação de Jack Earle Haley é honrosa se comparada com o trabalho de Robert Englund. Mas, do lado dos heróis, quem se apresenta? O roteiro aponta para um, depois indica que é outro para, no final, optar por um terceiro. Nenhum deles é tão carismático quanto seu algoz.

A primeira metade do filme tem ritmo e se sustenta porque ainda não sabemos o que aconteceu mesmo com os jovens durante suas infâncias e quem é Freddy Krueger. Nesse período, tem seus bons momentos e garante alguns sustos. Do meio para o fim, quando tudo se apresenta, A Hora do Pesadelo abandona o suspense e vira um filme de caçada. Cansativo, por sinal.

Afinal, o original de 1984 está cheio de ombreiras e mullets, além de ter sido feito com orçamento de duas mariolas e um pé-de-moleque. Aqui temos neo galãs dos anos 2010 (Kellan Lutz, de Crepúsculo; Thomas Dekker de Terminator: The Sarah Connor Chronicles) no lugar do estreante e então zé ninguém Johnny Depp de 1984; aparecem celulares multimídia e redes sociais que nem eram sonhados na época –– mas a narrativa, as ideias e a execução continuam exatamente as mesmas. Logo, de novo, para quê?

A refilmagem do clássico filme de terror dos anos oitenta lidera  as vendas de ingressos nos Estados Unidos e já arrecada US$ 32,2 milhões.

O Filme estreia no Brasil em 7 de maio.                                      Trailer Aqui