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Crítica – Kick-Ass 2

Kick-Ass 2Em primeiro lugar, eu queria dar todos os méritos do filme à Chloë Grace Moretz, uma atriz que ainda é nova, mas que observando as suas últimas atuações (principalmente neste filme) ainda vai ter um grande futuro pela frente. Moretz tem se mostrado uma atriz dedicada, e que na hora de atuar, sabe muito bem o que está fazendo.

Pois bem, vamos ao filme. Este está bem diferente do primeiro. Enquanto Kick Ass (Aaron Taylor-Johnson) ainda estava se descobrindo como super-herói, neste ele está cansado de ser um, pois acha que corre grande perigo, mas depois recebe uma proposta para participar da liga Justice Forever, comandada pelo Coronel Estrelas (Jim Carrey).

Já as dificuldades de Hit Girl são bem diferentes. Ela precisa se encaixar no mundo em que ela vive agora, ou seja, nada de combater o crime. Outra dessas dificuldades é tentar se enturmar com as garotas populares do colégio que a tratam com desprezo.

O filme também se mostra bastante maduro. Temas como bullying, conflitos familiares, entre outros, estão muito bem representados.

Infelizmente o filme também possui os seus defeitos. O personagem de Jim Carrey, Coronel Estrelas, era pra ser um personagem mais sério, enquanto no filme ele chega a ser cômico. Com certeza foi o pior do elenco.

Outras mudanças também foram feitas em relação à HQ. A principal é que Kick Ass entra em um romance com Night Bitch. Mas essa é uma das mudanças que não modificaram tanto a trama do filme.

As cenas de ação empolgam, e muito. Além de serem cômicas, as partes em que Mother F*cker (Christopher Mintz-Plasse), junto com seu Mordomo, recruta o seu exército para combater Kick Ass são ótimas. Ah, e Mintz-Plasse também conseguiu transmitir um vilão exelente.

Kick Ass 2 é, com certeza o melhor filme do ano até agora (na minha opinião). Enquanto muitos filmes de super herói tentam fazer sucesso por aí apenas pelo grande número de efeitos especiais, Kick Ass 2 mostra como deve ser feito um filme de super herói de verdade.


Créditos:  Enrico Scafutto

 

trekconOs fãs da saga Star Trek têm encontro marcado na 17ª TrekCon – Convenção de Ficção Científica, que acontece no dia 3 de agosto, das 14h às 19h, no Memorial de Curitiba. O tradicional encontro dos aficionados pela série televisiva Star Trek (também conhecida no Brasil como Jornada nas Estrelas) terá várias atrações: palestras, debate, apresentação de grupo de dança, concurso de fantasias (cosplay), exposição de memorabilia (itens de coleções) e estandes de divulgação de outros fã-clubes do gênero, que reúnem admiradores de Star Wars , Doctor Who, X-Files e Steampunk, entre outras produções de ficção científica para o cinema e para a televisão.

As convenções e os amantes de Star Trek estão espalhados por vários países. O grupo de Curitiba, denominado Federação dos Planetas Unidos, é um dos mais atuantes do Brasil, e realiza anualmente o encontro que atrai também trekkers de outros estados brasileiros. Pelo menos 500 pessoas transitam pela convenção. Mesmo quem não faz parte do fã-clube pode participar e conhecer os personagens que há quase cinco décadas encantam gerações – Capitão Kirk, Senhor Spock, Doutor McCoy, entre outros famosos tripulantes da nave Enterprise e demais viajantes da Frota Estelar.

A chamada série clássica de Star Trek estreou nos Estados Unidos em 1966. Chegou ao Brasil no final daquela década e conquistou uma geração de crianças e jovens, que até hoje cultivam a paixão pela ficção científica. Foi assim com Roberson Mauricio Caldeira Nunes, 52 anos, presidente da Federação dos Planetas Unidos, a associação que reúne os trekkers curitibanos. “Assistia às séries pela TV ainda em preto branco”, relembra Roberson, que também participa ativamente de outros fã-clubes, como o Conselho Jedi Paraná, o Arquivo X Brasil, a Loja Paraná do Conselho Steampunk e o Whovians Paraná.

Todos esses grupos formam uma legião de amantes da ficção científica, cuja admiração não se limita às produções televisivas ou cinematográficas, mas se estende para outros campos de interesse, como ciência, tecnologia e cultura pop. As séries Jornada nas Estrelas e Guerra nas Estrelas também estão nos quadrinhos e daí a aproximação entre os fã-clubes e a Gibiteca, unidade da Fundação Cultural de Curitiba que foi uma das primeiras a acolher esse tipo de manifestação. As primeiras reuniões aconteceram na Gibiteca e depois, como foram ganhando corpo, passaram a ocupar espaços maiores, como o Memorial de Curitiba. A própria coordenadora da Gibiteca, Maristela Garcia, é uma fã. “Tenho todos os filmes de todas as séries, coleciono tudo o que se refere a eles. Sou apaixonada por Star Trek”, diz.

Nesses anos todos, novos admiradores foram chegando, na medida em que novas produções foram surgindo. Depois de Jornada nas Estrelas, foram feitas outras séries derivadas, inclusive desenhos animados, cujas histórias se passam no mesmo universo, mas em diferentes épocas, entre os séculos XXII e XXIV. Em 2009 estreou no cinema o filme “Star Trek”, e agora neste ano sua continuação, “Além da Escuridão”, com os mesmos personagens da versão original, porém em outra linha temporal. Para o presidente da Federação dos Planetas Unidos a retomada da série terá, sem dúvida, um efeito: aumentar cada vez mais o número de admiradores do universo fictício de Star Trek.

Fonte: Fundação Cultural de Curitiba

official-avatar-movie-poster-normalO universo de ‘Avatar’, criado pelo diretor James Cameron, deve ganhar três novos filmes, se tornando assim uma quadrilogia, como revela reportagem do site Variety. Os rumores acerca do assunto circulam há algum tempo e o calendário de estreia previsto para os filmes é de ‘Avatar 2’ em 2016, ‘Avatar 3’ em 2017 e ‘Avatar 4’ em 2018, todos com lançamento no mês de dezembro.

Os roteiros das continuações estão sendo escritos por Josh Friedman, criador da série para TV ‘Terminator: The Sarah Connor Chronicles’, Rick Jaffa e Amanda Silver, de ‘Planeta dos Macacos: A Origem’, e Shane Salerno, de ‘Selvagens’.

Atualmente, James Cameron está morando na Nova Zelândia e trabalhando na pré-produção dos novos longas.  Cameron afirmou que as gravações dos novos longas-metragem devem começar somente quando ele finalizar os dois roteiros – o diretor não cumpriu o prazo para a finalização dos roteiros, que terminou em fevereiro.
Os novos filmes que deverão compor a franquia irão contar com novos recursos tecnológicos como sistemas de captação de movimento dos atores debaixo d’água. A informação foi divulgada pelo produtor Jon Landau durante o NAB Technology Summit on Cinema em Las Vegas, Estados Unidos.

“Depois do final de Avatar nós mantivemos uma equipe de artistas digitais trabalhando em testes de captura de movimentos submarinos. Nós podemos simular água em computação gráfica, mas não conseguimos simular a experiência do ator, por isso vamos fazer o processo de captura dentro de um tanque”, explicou Landau. O produtor acredita que com o uso das novas técnicas os próximos dois filmes, Avatar 2 e 3, serão visualmente ainda mais arrebatadores do que o primeiro longa-metragem da série.

A fixação de James Cameron pelos oceanos e mares fez com que ele desenvolvesse técnicas de computação gráfica para levar esse meio com realismo para as telonas do cinema, técnicas estas que podem ser vistas em ‘O Segredo do Abismo’ (1987) e ‘Titanic’ (1998).

Créditos: Bruno Hypólito

42_2Chega esse mês nas locadoras 42 filme que conta a história de dois homens – o grande Jackie Robinson e o lendário Branch Rickey, do Brooklyn Dodgers – cuja valente posição contra o preconceito mudou para sempre o mundo, começando pelos jogos de beisebol. Em 1946, Branch Rickey (Harrison Ford) se posicionou à frente da história quando colocou Jackie Robinson (Chadwick Boseman) na equipe, quebrando a linha racial da Liga Principal de Beisebol. Mas isso também colocou Robinson e Rickey na linha de fogo do público, da imprensa e, até mesmo, dos outros jogadores. Enfrentando o racismo desmedido de todos os lados, Robinson foi forçado a demonstrar tremenda coragem e autocontrole ao não reagir da mesma forma, sabendo que qualquer incidente poderia destruir suas esperanças e as de Rickey. Em vez disso, o número 42 deixou o seu talento no campo falar por si, e acabou conquistando os fãs e seus companheiros de equipe, silenciando os críticos e abrindo o caminho para que outros seguissem.

42 é um drama universal, embora piegas, cujo grande mérito não é retratar a trajetória tortuosa do dono da camisa 42 no beisebol, nem tampouco o trabalho nos bastidores de Rickey, mas devolver ao esporte a função precípua de inspirar, incentivar e unir. E mesmo que Jackie Robinson não exigisse tantas lágrimas e aplausos quanto os que Brian Helgeland introduz aqui, ao menos elas vêm a serviço de um bom filme que faz jus à lenda.                                                                                               

Gênero: Drama

Distribuidora: Warner Bros.

Estreia: Direto em DVD – Agosto de 2013

Poster-do-filme-ZarafaBaseado livremente num fato histórico – a chegada da primeira girafa à França, Zarafa, de Rémi Bezançon e Jean-Christophe Lie, é o segundo longa-metragem de animação francês lançado no circuito brasileiro este ano. O primeiro,Titeuf , de Zep, estreou em março. Isso é resultado do esforço governamental para impulsionar essa linguagem e com isso conquistar novos mercados para a produção audiovisual do país, que cresce e fatura prêmios.
Zarafa conta a história de Maki, um garoto sudanês de dez anos que é capturado e vendido como escravo depois de sua vila ser queimada. O menino foge, e encontra uma girafa e seu filhote. O traficante de escravos Moreno os captura e mata a mãe da girafinha. Maki promete então cuidar do animalzinho.

Quando Maki vai ser enviado a um campo de escravos, Hassan, um beduíno egípcio, o salva e batiza o animal de Zarafa (girafa em árabe). Como está a serviço do paxá do Egito, Muhammad Ali, decide oferecer a girafa ao rei da França, Charles X, para conseguir seu apoio na guerra contra os turcos.

Críticas sutis ao colonialismo europeu e referências a Júlio Verne e a Disney não são o que mais chama atenção nessa aventura. O que encanta é a bela paleta de cores, com tons dourados e quentes para o deserto, e azuis e frios para Paris. Além disso, a narrativa plena de fantasia, que inclui uma viagem de balão e piratas, e a linguagem simples e direta fazem a animação ser uma atração para adultos e crianças. Sem efeitos especiais e com poucas surpresas, é pela singeleza e criatividade que Zarafa emociona e cativa os espectadores.

Créditos:Gilson Carvalho

donkey-kongDonkey Kong é uma das franquias mais amadas da Nintendo, sendo é uma das únicas capazes de rivalizar em quantidade de fãs com a série do gordinho bigodudo de macacão vermelho, acaba de ganhar uma novidade. Um talentoso fã dos macacos e do próprio Mario, identificado pelo nome GuizDP, produziu uma sequência de Stop Motion.

Para produzir Donkey Kong, Guiz utilizou mais de 1.500 fotografias, vários fixadores coloridos e uma tonelada de paciência até conseguir organizar as imagens de maneira correta. Vale a pena conferir até mais do que uma única vez o vídeo e ficar de boca aberta com a perfeição a que o rapaz conseguiu chegar.  Confira o Vídeo Aqui

Créditos: GuizDP/Maurício M.Tadra

Wolverine2013Nas histórias em quadrinhos de Chris Claremont e Frank Miller, Wolverine carimbou o passaporte para o Japão pela primeira vez em 1982, em sua primeira HQ solo. A história serviu de inspiração para o longa, que agora leva aos cinemas o passado samurai de Logan/Wolverine, filme que mistura ação e suspense promete mostrar um lado mais humano e até frágil de Logan.

“Wolverine – Imortal” segue os acontecimentos de “X-Men: O Confronto Final”. Depois de matar Jean Grey (Famke Janssen) para salvar a humanidade, ainda atormentado Wolverine (Hugh Jackman)  resolve se isolar em uma floresta no Canadá, após fazer um juramento de não violência. A promessa chega ao fim ao mesmo tempo em que seu passado o alcança, quando Yuki (Rila Fukushima)  a mando do pai adotivo o leva para o Japão, ao encontro de Yashida (Hal Yamanouchi), que foi salvo por Logan em Nagasaki, no Japão, na época em que a bomba atômica foi detonada, no ano de 1945. Yashida quer a imortalidade de Logan (que considera isso uma maldição), oferece ao mutante – como forma de agradecimento – a chance de assumir os poderes de cura que o perturbam. Porém, a troca não é aceita.

Da recusa de Logan começa a trama bem-construída pelo diretor Jerry Mangold e os roteiristas Scott Frank e Mark Bomback, em que Logan precisa proteger a neta do bilionário, herdeira do clã, de uma rede de inimigos não claramente identificáveis.

O enredo tem o mérito de manter a forte personalidade do personagem e ainda dar-lhe uma triste carga emocional – que ele só abandona nas boas sequências de ação. Hugh Jackman – que assumiu o personagem em 2000 – desenvolveu com maestria a evolução do herói e mostra por que é o intérprete absoluto de Wolverine nos cinemas. Nas cenas de ação (com uma ótima sequência que se passa em cima de um trem bala) ou nas mais sérias o ator carrega a essência do personagem dos quadrinhos – e ofusca os companheiros de elenco.

O cenário do filme é um Japão contemporâneo, em que a alta tecnologia convive com tradições e códigos de honra milenares. A direção de arte remete esteticamente àquele das primeiras histórias em quadrinhos da Marvel: um país povoado quase inteiramente por mafiosos tatuados, ninjas, samurais e gueixas

Se comparada a outras adaptações para o cinema, “Wolverine – Imortal” representa uma nova fase para o herói, que volta em “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido” (deve estrear em 2014). Mesmo que com ritmo falho, o longa tenta não se apoiar tanto nas explosões e batalhas – desenvolve melhor seus personagens e entrega mais do que apenas efeitos especiais.

Créditos: Sandro Moser

Crítica – Turbo

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Animação pensada para crianças, mas com gracinhas suficientes para divertir também os adultos, “Turbo”, de David Soren, parte de um paradoxo: um protagonista como Téo, um caracol de jardim que se transforma em piloto de automobilismo, na disputada prova das 500 Milhas de Indianápolis.
Nada mais lerdo do que um caracol, certo? Por isso mesmo, Téo (voz de Bruno Garcia na versão brasileira) é obcecado por velocidade. Não se conforma com a rotina diária de sua comunidade, que se limita ao trabalho numa pequena horta de tomates.
Téo passa as noites assistindo a vídeos de corridas de automobilismo, tendo como ídolo o metido campeão francês Guy Champeón — que é a cara do piloto Alain Prost, antigo rival de Ayrton Senna na Fórmula 1.
Chet, o irmão de Téo, é prudente e conservador. Tenta tudo o que pode para tirar a fixação por automobilismo, aparentemente absurda, da cabeça do caçula. Não funciona. Os dois acabam expulsos do jardim, depois de mais um incidente provocado pelo imprudente caracolzinho.
Os dois caem nas ruas da cidade e são capturados por Tito, um dos dois irmãos mexicanos donos de uma taqueria e que é louco por “corridas” de caracóis. Logo Téo e Chet vão conhecer uma turma de lesminhas como eles, só que bem acelerados: Chicote, Descolado, Derrape, Sombra Branca e a garota Brasa (voz de Ísis Valverde).
Apenas quando chega a este novo ambiente e disputa uma “prova”, Téo descobre que tem novos poderes. Ele os adquiriu durante uma escapada noturna, quando entrou num dos veículos que disputavam um racha e foi banhado num combustível aditivado. Por conta disso, o caracolzinho agora “acende” os olhos, como faróis, sintoniza rádios, faz barulhos como um carro e, o que é melhor, corre muito, deixando um rastro brilhante no chão.
Assumindo a identidade de suas fantasias, Turbo vai ser inscrito por Tito nas 500 Milhas de Indianápolis, não sem uma série de atribulações pelo caminho. Mas o regulamento não proíbe caracóis –quem pensaria nisto?– e Turbo vai se defrontar com seu ídolo, Guy, que mostra um lado bem mais competitivo na pista.
Bastante criativo e cheio de humor, o roteiro –assinado por Soren (corroteirista em “O Espanta-Tubarões”), Darren Lemke (corroteirista de “Shrek para Sempre”) e Robert D. Siegel (autor do script do drama “O Lutador”)– mantém o ritmo da animação, desenvolvendo uma turma de coadjuvantes marcantes e diversas sequências bem movimentadas.
Não tem nada de devagar a saga dos caracoizinhos, em que o estúdio Dreamworks parece ter dado uma boa tacada no território dominado pelas produções da Pixar.

 

Créditos: Neusa Barbosa

Depois de muita expectativa por parte da mídia e do público, finalmente estreou neste último fim de semana no Brasil O Homem de Aço (Man of Steel)

Primeiro: como se esperava, o filme segue o tom mais sério e dramático adotado por Christopher Nolan na trilogia do Batman. Vale lembrar que Nolan é um dos produtores de O Homem de Aço e David Goyer, que também escreveu os roteiros dos três filmes do Homem Morcego, foi o responsável pela trama da “reinvenção” do Superman no cinema. Fora uma ou outra frase dita por algum personagem coadjuvante, o filme não possui alívios cômicos. Ou seja, não é uma produção “para toda a família”, na linha das adaptações de Homem de FerroOs Vingadores e Thor feitas pela Marvel Studios. Percebe-se que a Warner Bros. vai seguir mesmo um caminho oposto ao da concorrência, ainda mais depois do fiasco que foi Lanterna Verde (Green Lantern, 2011).

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Como resultado de pesquisa no mestrado e doutorado em comunicação e linguagens a professora e pesquisadora  Dra. Denise Azevedo Duarte Guimarães publicou recentemente o livro Histórias em Quadrinhos & Cinema – Adaptações de Alan Moore e Frank Miller, Denise é docente aposentada da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e professora do programa de mestrado e doutorado em Comunicação e Linguagens da UTP –Universidade de Tuiuti do Paraná, onde coordena a linha Estudos de Cinema e Audiovisual.

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A professora deve a seus filhos (que costumam usar a casa da mãe como ponto encontro para compartilhar novos títulos de suas coleções, e conversar sobre o interesse comum). Contagiar a matriarca ao tema foi uma questão de tempo, tema ao qual dedicou quase meia década de estudos.

Nos quadrinhos colecionados por seus dois filhos, e ao começar a prestar maior atenção ao diálogo dessas obras com suas respectivas adaptações para o cinema, ela acabou por descobrir um vasto e rico território para o debate acadêmico, tanto no âmbito da narrativa quanto da Semiótica, uma das áreas fundamentais de interesse e pesquisa da professora.

Desde o início dos anos 2000, a indústria do cinema produz cada vez em maior quantidade histórias cuja origem está nas histórias em quadrinhos. O livro é uma publicação independente, na obra são analisados filmes baseados nos trabalhos dos consagrados autores Alan Moore e Frank Miller, a arte-final ficou por conta da editora da universidade, essa publicação é um dos primeiros estudos acadêmicos a respeito desse tema e faz uma discussão teórica sobre as adaptações.

“Meus filhos me deram de presente de aniversário o álbum com a 300 de Esparta, épica graphic novel de Frank Miller, e o filme de Zack Snyder nele baseado. Deles nasceu um artigo”, conta Denise. O texto foi apresentado e despertou bastante interesse no encontro da Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual (Socine), em 2008, e serviu de ponto de partida para vários outros, analisando as transposições para o cinema de obras de Alan Moore (de Watchman e V de Vingança), cujas narrativas, diz a autora, têm “um viés borgeano, de pseudoilusão e de metalinguagem” e de Frank Miller (do já citado 300 de Esparta e Sin City). “Miller, por sua fez, parece criar seus álbuns como se fossem story boards, com posicionamentos de câmera, cortes, elipses de tempo, como um filme.”

Histórias em Quadrinhos & Cinema – Adaptações de Alan Moore e Frank Miller (220 páginas, ilustração em cores, R$ 45,00) tem tiragem limitada e pode ser adquirido diretamente com a autora, pelo e-mail denise.guimaraes@utp.br (o valor não inclui o frete). Também pode ser encontrado em dois locais de Curitiba/PR: Museu Guido Viaro (Rua XV de novembro, 1348) e Sesc Paço da Liberdade (Praça Generoso Marques, 189).

Créditos: Samir Naliato

cropped-topo21“Corajosos” é o quarto lançamento da Sherwood Pictures, o ministério de cinema de Sherwood Church, em Albany, Georgia. O primeiro lançamento desde “À Prova de Fogo”, o filme independente número 1 de 2008, “Corajosos” se junta a “Desafiando Gigantes” e “A Virada” para emocionar vidas através de histórias sinceras de fé e esperança.

O policial Adam, interpretado por Alex Kendrick, produtor do filme e escritor de vários livros, incluindo À Prova de Fogo, tem uma bela família, e ótimos colegas de trabalho. No entanto, tem um pouco de dificuldade em lidar com seu filho adolescente Dylan, por quem não faz muita questão de se sacrificar. Mas por sua filha Emily, Adam é completamente apaixonado. Ao lado de Nathan, Shane e David, Adam busca ser um grande policial e combater todos os males de sua pequena, mas relativamente perigosa cidade. Em meio a tanto compromisso, Adam poucas vezes se preocupou com sua conduta como pai, até que uma informação sobre o grande mal que a ausência de um pai provoca na vida dos filhos, e posteriormente uma tragédia em sua própria vida o impulsionam a mudar completamente suas atitudes. Juntamente com seus amigos, Adam decide que precisa mudar como pai, e cria um estatuto, comprometendo-se com Deus a dar tudo de si para fazer de seus filhos pessoas de bem e fieis a Deus até o fim da vida.

O filme é baseado em como as famílias são afetadas quando o homem não cumpre bem seu papel dentro de um lar. Não pense que isso é machismo, porque não é. A mensagem é que os filhos precisam de bons pais, o que apenas retrata a dura realidade: quando os pais são ausentes, certamente o futuro mostra na vida dos filhos o quanto essa ausência deixa marcas profundas, marcas negativas. E de uma forma bem dramática, mas com pequenas cenas divertidas, o longa conseguiu mostrar que nada pode ter mais valor do que nossos filhos e os princípios que ensinamos a eles, tais como benevolência, abnegação, honestidade, pureza moral e de caráter. Todo o homem que é pai ou deseja ser deveria assistir ao filme Corajosos, este filme retrata exemplos de forma clara de como deve ser a conduta de um pai e a importância da família viver em comunhão com Deus.

 

Créditos: Márcia Denardi

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O Cavaleiro Solitário, é a nova adaptação resultado da parceria Disney, Jerry Bruckheimer Films e Johnny Deep. O ambicioso projeto orçado em mais de 250 milhões de dólares visava a criação de mais uma franquia de sucesso  a ser explorada, mas ao que tudo indica isso não deve acontecer. A recepção morna que o filme teve nas bilheterias ao redor do mundo e as críticas negativas projetam um resultado muito aquém do esperado e põe em cheque até a permanência de Bob Iger. Ano passado em uma situação bem semelhante Rich Ross pediu demissão após o retubante fracasso de John Carter nas bilheterias.

A direção de O Cavaleiro Solitário coube a Gore Verbinski, anteriormente ele fez parceria com Deep nos dois primeiros filmes da cinesérie Piratas do Caribe e repetiu a dose na animação Rango. O elenco do filme ainda conta com as presenças de Armie Hammer (J. Edgar) fazendo o Cavaleiro Solitário, Helena Bonham Carter (Os Miseráveis) vivendo a prostituta Red, William Fichtner (O Homem Mais Procurado do Mundo) fazendo o pistoleiro Butch Cavendish, Ruth Wilson (Ana Karenina) fazendo a bela Rebeca Reid, e Tom Wilkinson (O Exótico Hotel Marigold) interpretando o empresário Latham Cole.

O Cavaleiro Solitário é uma aventura que mescla muito humor e ação que tenta apresentar esse herói mascarado para um público jovem e tornar a sua história divertida e interessante. O filme começa quando Tonto (Johnny Deep), o espírito guerreiro nativo americano narra a história da origem do herói e que foi responsável por transformar John Reid (Armie Hammer), um homem da lei, em uma lenda da justiça. Durante esta jornada estes dois improváveis companheiros precisam aprender a trabalhar juntos e lutar contra a ganância e a corrupção para enfim virarem heróis que passam a inspirar o imaginário de toda uma geração.

O filme já era esperado com certa desconfiança, talvez seja um personagem antigo que não  é muito conhecido do grande publico e  seu apelo comercial já poderia ter vencido, algo que aconteceu com O Fantasma (1996); filme estrelado por Billy Zane que foi um fracasso. O que animava era a presença de Johnny Deep, pois se ele conseguiu renascer o interesse do público por piratas porque não teria esse sucesso com westerns; mas infelizmente para tristeza de muitos o Tonto interpretado por Deep terminou refém de Jack Sparow.

Acreditava se que Verbinski iria utilizar um tom neste projeto próximo ao do que ele imprimiu em a A Mexicana (2001), que consegue ser engraçado/irônico ao mesmo tempo em que é um filme adulto. Mas a combinação do excesso de mentiras, piadas e as explicações minuciosas de todos os aspectos da trama fizeram com o que o filme ficasse demasiadamente longo, chato e bem infantil. O Cavaleiro Solitário infelizmente fica bem abaixo da qualidade os nomes envolvidos e ao que tudo indica vai “matar” a chance de mais um herói ter continuidade nas telas de cinemas, pelo menos por um bom tempo.

Créditos: Silvano Vianna

alice_no_pais_das_maravilhasA Disney começa a desenvolver uma sequência de sua bem-sucedida adaptação cinematográfica “Alice no País das Maravilhas”,história que dará continuidade à viagem de Alice (Mia Wasikowska) a esse lugar mágico onde combateu a Rainha de Copas e conheceu o Chapeleiro Louco, interpretado por Johnny Depp.

Um filme de Tim Burton que arrecadou desde sua estreia em 2010 mais de US$ 1 bilhão no mundo todo, informou o site da revista “Variety” “Alice no País das Maravilhas” foi distribuído em 3D e reconhecido com os prêmios Oscar de Melhor Direção de Arte e de Melhor Figurino.

O filme será inspirado no livro de Lewis Carroll, “Through the Looking-Glass”, subtítulo que a sequência deverá também receber. A trama da segunda parte do filme está a cargo de Linda Woolverton, que já trabalhou nos roteiros de clássicos da Disney como “A Bela e a Fera” e “O Rei Leão”, Joe Roth, Suzanne Todd e Jennifer Todd voltarão como produtores.

Na continuação, o diretor Tim Burton (A Noiva Cadaver),será substituido por James Bobin Os (Muppets) Também foi divulgado que a Infinitum Nihil, a produtora de Johnny Depp, assinou um contrato de prioridade com a Disney, até 2011 o vínculo era com a Warner.

Incansável, o ator será o protagonista de “Transcendence” ficção científica de Wally Pfister, com lançamento previsto para 2014.

“Alice in Wonderland 2: Through the Looking Glass” não tem ainda data de estreia prevista.

VDurante os protestos que tomam conta do Brasil, a máscara associada ao grupo hacker Anonymous tomou conta das ruas como símbolo de revolta. Mas você sabe o que ela realmente representa?

A máscara é uma referencia a Guy Fawkes, um famoso conspirador inglês, e foi popularizada no Brasil pelo filme V de Vingança, estrelado por Natalie Portman e Hugo Weaving.

O longa-metragem é inspirado na cultuada Graphic Novel criada por Alan Moore e publicada originalmente em 1983. Na história, a máscara é usada pelo personagem V, um enigmático anarquista que a usa como forma de esconder seu rosto deformado e como símbolo de resistência ao governo totalitário que tomou conta da Inglaterra num futuro  distópico.

Mas quem era Guy Fawkes realmente? Ele foi um soldado inglês que teve participação na “Conspiração da pólvora”, cujo plano era assassinar o rei Jaime I da Inglaterra e todos os membros do parlamento durante uma sessão em 1605. Esse ato seria o início de um levante popular.

Ele foi o responsável por preparar os barris de pólvora que seriam utilizados na explosão. Entretanto, a conspiração falhou e Fawkes foi condenado à forca por traição e tentativa de assassinato. Sua captura é celebrada até os dias atuais no dia 5 de novembro.

Esse momento histórico até ganhou um poema clássico, reproduzido nos quadrinhos e no cinema, que diz o seguinte:

“Lembrai, lembrai, o cinco de novembro

A pólvora, a traição e o ardil;

Por isso não vejo porque esquecer;

Uma traição de pólvora tão vil”

 

Os quadrinhos foram relançados no Brasil recentemente pela editora Panini e uma das edições especiais vem com a máscara de Fawkes.

Créditos; Daniel Reininger

teo-e-os-olhos-de-leordo-fe-em-jesusO sucesso literário escrito por Alexandre Monsores encantou a todos na versão impressa e promete conquistar novos fãs quando invadir as telonas.

O Músico, produtor e também escritor. Alexandre Monsores publicou sua primeira obra pela editora Ágape – pertencente ao grupo editorial Novo Século – durante a Bienal do Livro de São Paulo, em 2011.

 Cristão, o morador de Queimados – na Baixada Fluminense – Alexandre, transformou as oito páginas do rascunho que guardava em “Teo e os olhos de Leordo”. A fábula que conta a história do pequeno Teo, garoto que com 10 anos sofria bullying e numa visita ao sítio de seus avós, entra no tronco de um jovem ipê e vive uma surpreendente aventura num estranho mundo escondido.

 Comparado a clássicos como “As Crônicas de Nárnia” (C.S Lewis), a obra chega a sua segunda edição e recebeu a proposta de uma das divisões da Thomas Nelson, a maior editora de obras cristãs do mundo e sexta colocada entre todos os segmentos, para que o livro fosse adaptado para o inglês e distribuído nos Estados Unidos.

Além disso, a história ganhou uma versão cinematográfica e será a primeira fábula infanto-juvenil brasileira, oriunda de um livro, a ir para o circuito nacional de cinema. Com direção da Sergio Assis Filmes, produtora brasileira especializada na produção de longa-metragem e conteúdo audiovisual gospel para televisão.

 “Estamos vivendo um sonho,o elenco está sendo escolhido a dedo e a expectativa é muito grande. Nossa fase de captação de recursos apenas começou, mas estamos entusiasmados”, afirma Monsores.

 A produção deve estreiar nos cinemas em meados de 2015.

 Créditos:Lilian Comunica