Lançado originalmente em 1989, o game Prince of Persia teve continuações e versões modestas até o título de 2003, The Sands of Time, feito para as então modernas gerações de videogame (PS2, Xbox, Gamecube). É esse episódio que o filme adapta sem empolgar muito.

“O cartão de visita “dos produtores de Piratas do Caribe diz muito do que podemos encontrar em Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo, ação e aventura domingueira repleta de coreografias impressionantes, CGI a rodos e personagens ultra-estereotipadas mas no fundo bem desenhadas e interpretadas por atores de renome como Jake Gyllenhaal e Ben Kingsley. É óbvio que muito da apreciação final a este filme recai na própria expectativa que se tem, e por tal, aconselha-se prudência e não esperar daqui um clássico de aventuras que será relembrado com nostalgia daqui por 10 anos.

Gyllenhaal não rouba o filme como Johnny Depp fez com Piratas do Caribe. O destaque vai mesmo para Alfred Molina (o doutor Octopus de Homem-Aranha 2) como um vigarista que arma corridas de avestruzes nos limites do Império Persa. Ele e a beleza de Gemma Arterton, capaz de deixar os olhos vidrados, valem mais do que o oba-oba dos efeitos.Em tempo: a direção é de Mike Newell, que fez Harry Potter e o Cálice de Fogo e não foi chamado para mais nenhum filme do aprendiz de feiticeiro. É simplesmente um filme agradável e bem dirigido, sólido e sem ponta de pretensões a ganhar o Oscar de melhor filme.

O longa estreia no dia 4de junho no Brasil.

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