Aos 50 anos, Joaquim Soares da Cunha (Paulo José) – funcionário público exemplar, bom pai e bom esposo – joga tudo para o alto depois de se aposentar. Sem nenhuma explicação deixa a família e se muda para uma pocilga com a intenção de apenas curtir a vida, transformando-se em Quincas Berro D’ Água – rei dos botecos, bordéis e gafieiras da Bahia.

Um dia, ele é achado morto em seu quarto. A família tenta apagar da memória os anos de loucura, dando a Quinca um enterro respeitável. Mas, inconformados com sua morte, seus melhores amigos aparecem no velório, roubam o corpo e o levam para uma última noite regada a festa e muita bebida. Em meio a várias confusões, Quincas “vive” a sua segunda e definitiva morte, desta vez como sempre sonhou.

A comédia é dirigida por Sérgio Machado (Cidade Baixa 2005),  o longa ainda conta com Marieta Severo, Mariana Ximenes e Vladimir Brichta no elenco.

Baseado no livro A Morte e a Morte de Quincas Berro D’Água, lançado em 1958, o filme consegue levar para a tela boa parte do humor, da picardia, da malandragem e da crítica social que sempre permearam a obra do famoso escritor baiano.

Além de ser uma comédia ágil e divertidíssima, bem dirigida e com ótimas atuações, a parte técnica do filme chama a atenção. Fotografia, direção de arte, roteiro, cenografia… tudo perfeito. Até o som, aspecto tão criticado do cinema nacional, é fantástico (tanto a captação, quanto os efeitos).

O filme conseguiu aliar conteúdo, diversão, crítica social, humor e qualidade técnica.

Quincas Berro D’ Água estréia nos cinemas em 21 de maio de 2010.

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