Em 2004, a Lei do Abate entra em vigor. A Força Aérea Brasileira fica autorizada a perseguir, atirar e, se for preciso, abater aeronaves que penetrem o espaço aéreo brasileiro sem autorização. Os negócios de muitos traficantes internacionais ficam prejudicados. Percebendo o perigo iminente, a ABIN coloca seu melhor homem, o agente Marcos Rocha (Thiago Lacerda) à frente das operações de combate aos narcotraficantes. Também fazem parte do elenco Ângela Vieira e Milton Gonçalves.

“Segurança Nacional” é uma tentativa de fazer um filme de ação e espionagem recheado com cenas de perseguição, correria, tiros e explosões. Pena que o agente Marcos Rocha seja uma espécie de primo pobre de James Bond e a perseguição se resuma a uma cena curta e sem nenhuma dose de adrenalina.

Feito com apoio do Ministério da Defesa e do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, “Segurança Nacional” parece mais uma propaganda das Forças Armadas do que um filme de ação. Há um ufanismo descabido, com direito à bandeira tremulante, Hino Nacional e presidente em prantos. O roteiro tem crateras maiores do que a floresta amazônica que eles querem proteger. As cenas de ação são lentas e a montagem não ajuda, tornando-as sem emoção alguma.

Um dos problemas em “Segurança Nacional” é que o filme se apoia demais em clichês e frases de efeito que soam risíveis na boca de Lacerda. Frases como “acabamos de neutralizar a base inimiga” ou “o narcotráfico é um câncer na sociedade” podem ter saído direto do jargão militar mas, quando pronunciadas na tela, parecem piada pronta de sátiras de filmes de ação.

Segurança Nacional estreia em 7 de maio.         Trailer Aqui

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