A Hora do Pesadelo (2010), a refilmagem da franquia que lançou seis filmes em sete anos, chega com o terreno já estabelecido. Afinal, Craven já fez o trabalho grosso (inventar) e o novo diretor, Samuel Bayer, chegou apenas para executar e ressuscitar Krueger, morto no episódio 6.

Bayer não realiza um grande trabalho de direção, A Hora do Pesadelo serve apenas aos mais jovens que não tiveram contato com o início da franquia. Em outras palavras, o filme é um esforço comercial de atingir o fiel público das produções de terror, formado por muitos jovens.

O principal pecado da refilmagem é padecer de um antagonista poderoso. Freddy, óbvio, continua sendo instigante e a interpretação de Jack Earle Haley é honrosa se comparada com o trabalho de Robert Englund. Mas, do lado dos heróis, quem se apresenta? O roteiro aponta para um, depois indica que é outro para, no final, optar por um terceiro. Nenhum deles é tão carismático quanto seu algoz.

A primeira metade do filme tem ritmo e se sustenta porque ainda não sabemos o que aconteceu mesmo com os jovens durante suas infâncias e quem é Freddy Krueger. Nesse período, tem seus bons momentos e garante alguns sustos. Do meio para o fim, quando tudo se apresenta, A Hora do Pesadelo abandona o suspense e vira um filme de caçada. Cansativo, por sinal.

Afinal, o original de 1984 está cheio de ombreiras e mullets, além de ter sido feito com orçamento de duas mariolas e um pé-de-moleque. Aqui temos neo galãs dos anos 2010 (Kellan Lutz, de Crepúsculo; Thomas Dekker de Terminator: The Sarah Connor Chronicles) no lugar do estreante e então zé ninguém Johnny Depp de 1984; aparecem celulares multimídia e redes sociais que nem eram sonhados na época –– mas a narrativa, as ideias e a execução continuam exatamente as mesmas. Logo, de novo, para quê?

A refilmagem do clássico filme de terror dos anos oitenta lidera  as vendas de ingressos nos Estados Unidos e já arrecada US$ 32,2 milhões.

O Filme estreia no Brasil em 7 de maio.                                      Trailer Aqui

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