A Marvel Comics havia anunciado que em Second Coming, a parte final da trilogia sobre Hope Summers (a primeira mutante a nascer após os eventos do Dia-M), que foi iniciada em Complexo de Messias, um X-Man morreria.

A vítima em questão é Noturno, Kurt Wagner, o mutante alemão com poderes de teleporte (e que também fica invisível nas sombras, embora poucos dos roteiristas atuais se lembrem disso).

A morte de Noturno foi planejada há quase um ano. Quando a ideia foi lançada em reunião de todos os responsáveis pela franquia, Lowe ficou boquiaberto com a possibilidade, mas ao mesmo tempo compreendeu a profundidade. Em X-Force, sua morte não foi em vão, mas mostra a reação de um homem de fé frente à salvação da messias mutante. Ele se sacrificou por algo que é maior que ele e tem fé nisso, está otimista quanto ao que pode vir – e isso é totalmente fiel ao personagem.

Noturno é um X-Man clássico. Surgiu junto com Wolverine, Tempestade, Colossus e Pássaro Trovejante, os Novos X-Men, em Giant-Size X-Men #1, de 1975. Essa foi a revista que transformou os X-Men de uma equipe de segunda categoria num fenômeno de vendas. Kurt Wagner foi criado por Len Wein e Dave Cockrum.

Em Second Coming, os mutantes (vários grupos: X-Men, X-Force, Novos Mutantes etc.) de Ciclope formam uma linha de defesa entre Cable e Hope que estão sendo caçados de maneira implacável pelas forças antimutantes de Bastion, Steven Lang, Cameron Hodges, Bolivar Trask, Donald Pierce, William Stryker e outros vilões dessa estirpe (a maioria deles ressurgiu no primeiro arco de X-Force, em 2008).

É justamente lutando contra Bastion, no quinto capítulo do crossover (X-Force #26), que Noturno morre. Levando-se em conta o histórico dos X-Men, não seria extraordinário se Noturno ressuscitasse daqui a alguns anos.

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