Com estreia brasileira marcada para uma semana antes do lançamento nos Estados Unidos, Homem de Ferro 2 se prepara para lotar as salas a partir desta sexta-feira.

Desde Christopher Reeve como Superman/Clark Kent, um personagem de quadrinhos não tinha encontrado um intérprete que até supera a versão de papel. Foi mal, Hugh Jackman, mas é impossível ler um gibi do Wolverine e trocar o baixinho por você na mente; já o Tony Stark das telas praticamente apagou a persona das páginas. Como Robert Downey Jr. diz na cena final do primeiro longa-metragem: “eu sou o Homem de Ferro”. Ninguém discute.

A sacada da trama desta continuação é não se demorar em começar a inserir um projeto futuro que os fãs das histórias da Marvel cobram com muita ansiedade: a fusão dos universos dos heróis. Já há algumas produções baseadas nas HQ’s da editora em que as linhas narrativas começam a se cruzar. Entretanto, esta foi a primeira vez que a existência de um espaço e tempo compartilhados passou a interferir diretamente nos rumos de um filme isolado. Um ganho em dobro, pois além de preparar muito bem o terreno cinematográfico para o longa d’Os Vingadores com extrema coerência, traz frescor ao que está sendo contado sobre o Homem de Ferro, retirando o rótulo que a produção poderia ganhar de “só mais uma aventura” e assumindo o papel de um importante fato em um legado que posteriormente estará formado. É o caso da presença eficaz e bem colocada da S.H.I.E.L.D, trazida ao núcleo de Tony Stark por Nick Fury (Samuel L. Jackson). Um tiro certeiro dos produtores bem disparado pelo roteirista Justin Theroux, hábil também em imaginar boas pancadarias.

No geral, Homem de Ferro 2 tem efeitos melhores, a integração da armadura física com a computadorizada é mais sutil e natural, tem mais Tony Stark e, ainda por cima, vai desvendo aos poucos o plano-mestre da Marvel de integrar o universo dos Vingadores no cinema, os acertos são tantos que o filme voa alto, quase na altura do original.

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