A nova versão de Robin Hood chega aos cinemas em 14 de maio deste ano. Dirigida por Ridley Scott (Cruzada), retoma a parceria do diretor com o ator Russel Crowe, com quem filmou o oscarizado (e muito bom) Gladiador. O filme vem sendo anunciado como uma versão definitiva para explicar a origem do mito do arqueiro fora da lei que combateu a tirania na Inglaterra feudal, conhecido por roubar dos ricos para distribuir aos pobres. A idéia é mostrar como o nobre Robin de Locksley, após voltar das Cruzadas e descobrir que seu pai, o barão de Locksley foi morto e teve os bens confiscados, inicia uma espécie de “revolta popular” contra o príncipe João, usurpador do trono de Ricardo Coração de Leão, mítico rei inglês que fez uma longa campanha nas Cruzadas.

Quem se lembra da versão de Kevin Costner nos anos 90 – O príncipe dos ladrões – sabe que o cerne da lenda continua o mesmo, mas desta vez, a leitura será feita ao estilo de Ridley Scott. Além de Crowe, sempre à vontade no papel de herói, no elenco estão Cate Blanchett (como Lady Marion, a amada de Robin) e William Hurt.

Ninguém sabe se Robin de Locksley de fato existiu, mas caso tenha sido alguém de carne e osso, teria vivido no século XIII. A primeira referência ao personagem aparece em um poema de 1377, escrito por William Langand. No entanto, historiadores do feudalismo na Inglaterra dizem que Langand na verdade colocou no papel uma série de lendas e contos que já circulavam anos antes entre o povo.

Robin Hood já foi transposto para o cinema uma infinidade de vezes, além de inspirar outros personagens da literatura ao longo dos séculos. Atores igualmente míticos como Errol Flynn e Douglas Fairbanks já encarnaram o salteador na tela grande, nos anos 20 e 30 do século XX. Não dá para esquecer ainda a versão em animação, dos estúdios Disney, de 1973, e nem o já citado filme de Costner, de 1991, sucesso absoluto de bilheteria na sua época, com os maravilhosos Morgan Freeman e Alan Rickman no elenco. E quem consegue esquecer a célebre frase do vilão Rickman prometendo arrancar o coração de Robin com uma colher? De lá para cá, nenhum outro diretor tinha se aventurado a recontar a história, até que surge, 19 anos depois, essa versão de Scott .                                                                    Trailer Aqui

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